Como a AFA trabalha para evitar a saída de Scaloni da seleção argentina

Buenos Aires, 22 jul 2026 — A Associação do Futebol Argentino (AFA) trabalha nos bastidores para convencer Lionel Scaloni a permanecer no comando da seleção até o fim do próximo ciclo, apesar de o técnico ter sinalizado que encerrará seu trabalho quando o contrato terminar, em dezembro de 2026.

Por que a AFA aposta em mais uma virada de Scaloni

O presidente Claudio “Chiqui” Tapia pretende esperar o fim das homenagens pela campanha na Copa do Mundo antes de iniciar conversas formais. A estratégia evita pressão imediata, permitindo que o treinador processe a derrota para a Espanha na final e avalie o momento com mais serenidade. Tapia já convenceu Scaloni a recuar de outras renúncias — como após a derrota para o Uruguai nas Eliminatórias de 2023 — e confia no relacionamento construído desde 2018, quando bancou o então interino depois da saída de Jorge Sampaoli.

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Renovação do elenco: a carta na manga para 2030

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A diretoria sustenta que a continuidade de Scaloni proporcionará uma transição suave rumo à Copa do Mundo de 2030, na qual a Argentina será uma das sedes comemorativas do centenário do torneio. Com a aposentadoria de Lionel Messi da seleção, o treinador é visto como peça-chave para integrar a nova geração — nomes como Thiago Almada, Alejandro Garnacho e Valentín Barco — a pilares experientes, caso de Ángel Di María, cuja permanência até 2027 ainda é incerta.

Raio-X de Lionel Scaloni na seleção

  • Jogos à frente da Argentina: 104
  • Vitórias: 67 | Empates: 26 | Derrotas: 11
  • Aproveitamento: 72,1% de pontos
  • Títulos: Copa América 2021, Finalíssima 2022, Copa do Mundo 2022
  • Marca em vista: precisa de 20 partidas para superar Guillermo Stábile (124 jogos) como técnico com mais atuações pela Albiceleste.

O que muda caso Scaloni saia

Uma eventual saída obrigaria a AFA a procurar um substituto em plena preparação para as Eliminatórias de 2027 e para a Copa América de 2028. Técnicos cotados informalmente no mercado sul-americano — como Marcelo Gallardo e Hernán Crespo — teriam pouco tempo para implementar modelo de jogo e avaliar a base campeã do mundo em 2022. Em termos táticos, a ruptura afetaria sobretudo o equilíbrio defensivo (média de 0,59 gol sofrido por jogo sob Scaloni) e o sistema híbrido 4-3-3/4-4-2 enfatizado desde 2021.

Próximos passos no cronograma albiceleste

1. Agosto 2026 — início dos amistosos de data Fifa.
2. Outubro 2026 — reunião do Comitê Executivo da AFA para estratégia de 2030.
3. Dezembro 2026 — fim oficial do contrato de Scaloni; data-limite para decisão.

Perspectiva: Se a AFA mantiver o plano de cautela e explorar a chance histórica de Scaloni tornar-se o técnico recordista de jogos pela Argentina, os dirigentes ganham argumento emocional e estatístico para prolongar seu ciclo. A definição, entretanto, deve ocorrer apenas após a série de amistosos do segundo semestre, criando um enredo que voltará aos holofotes ao longo de 2026.

Com informações de Trivela

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