Quem: Paolo Maldini e Leonardo, dirigentes da FIGC, o quê: iniciaram negociação com Pep Guardiola, quando: na semana de 21 a 23 de julho de 2026, onde: em encontro na Espanha, por quê: para definir o novo técnico da seleção italiana antes da Data Fifa de setembro.
Por que Guardiola é o alvo principal?
Guardiola, tricampeão da Champions League e recém-saído do Manchester City, encaixa na visão da FIGC de modernizar o modelo de jogo da Azzurra. Seu histórico de posse de bola elevada (média de 64% na Premier League 2025/26) e pressing alto dialoga com a identidade que Maldini pretende resgatar: controle territorial e protagonismo técnico.
Além do currículo, o fator simbólico é forte. A Itália enfrentará o terceiro ciclo consecutivo sem disputar a Copa do Mundo — 2018, 2022 e agora 2026. Anunciar um técnico do porte de Guardiola sinalizaria uma guinada estrutural, afastando a imagem de crise prolongada.
Os obstáculos para ter Pep no banco
Não é apenas a questão financeira. Ao deixar o City, Guardiola declarou publicamente que faria um “período sabático” de, pelo menos, uma temporada. Mesmo livre de contrato, ele continua ligado ao Grupo City como embaixador, função que lhe garante estabilidade e liberdade de agenda. Convencê-lo a encurtar o descanso exigirá um projeto esportivo que justifique o rompimento da pausa.
Plano B imediato: Andrea Pirlo
Se Guardiola mantiver a decisão de não treinar em 2026/27, o caminho natural da FIGC é Pirlo. O ex-meio-campista campeão mundial em 2006 já atua como técnico desde 2020, acumulando passagens por Juventus, Sampdoria e, desde 2025, Dubai United.
Vantagens de Pirlo: salário inferior ao de Guardiola, identificação instantânea com torcedores e imprensa e aceitação dos clubes da Serie A, dispostos a subsidiar parte dos vencimentos do novo técnico. Dentro de campo, Pirlo tende a privilegiar saída curta com três jogadores e um 4-3-3 posicional, filosofia não distante da que Maldini idealiza para as categorias de base.
Imagem: David Blunsden
Outras cartas na mesa: Conte e Mancini
Antonio Conte e Roberto Mancini apareceram como alternativas mais experientes. Ambos já comandaram a seleção: Conte levou a Itália às quartas da Euro 2016, enquanto Mancini conquistou a Euro 2020. A candidatura dos dois, porém, esbarra em divergências sobre autonomia no planejamento de base e salários próximos de €6 milhões anuais.
Raio-X da Azzurra pós-Gattuso
- Eliminatórias da Copa 2026: queda no play-off contra a Bósnia (1-2).
- Sequência sem Mundiais: 12 anos – a última participação foi em 2014.
- Próximo jogo oficial: 25/09/2026, contra a Bélgica, estreia na Liga das Nações.
- Diretor de seleções: Paolo Maldini, nomeado em maio de 2026.
- Consultor externo: Leonardo, ex-Paris Saint-Germain.
Impacto no calendário e na preparação
A decisão precisa ocorrer antes da lista de convocados de setembro. A Liga das Nações servirá como laboratório para o ciclo da Euro 2028 e, principalmente, para reconstruir a credibilidade da Itália nas Eliminatórias da Copa 2030. Quanto mais cedo o técnico assumir, mais tempo terá para integrar jovens como Scalvini, Fagioli e Gnonto à espinha dorsal formada por Donnarumma e Barella.
Conclusão prospectiva: Se a FIGC conseguir seduzir Guardiola, a seleção italiana poderá acelerar uma reconstrução tática de alto nível. Caso contrário, Pirlo surge como solução de continuidade que dialoga com o futuro, mas exige paciência no curto prazo. A definição, prometida para os próximos dias, determinará o tom da Azzurra na nova Liga das Nações e no ciclo rumo à Euro 2028.
Com informações de Trivela