Quem: Arsenal e Morgan Rogers; O que: clube recusa ultrapassar £80 milhões e vê atacante acertar com o Chelsea; Quando: janela de transferências 2026/27; Onde: Londres; Por quê: diretoria mantém política de gastos definida por Andrea Berta.
Negociação expõe nova diretriz financeira dos Gunners
Durante semanas, o Arsenal buscou acordo com o Aston Villa por Morgan Rogers. O clube de Birmingham exigiu mais de £116 milhões; os Gunners fixaram teto de £80 milhões. Ao identificar a diferença, o Chelsea avançou e pagou a quantia solicitada, fechando a transferência em questão de dias. Segundo o The Athletic, mesmo consultado antes do desfecho, o Arsenal optou por não alterar sua oferta, alinhado à metodologia introduzida por Andrea Berta, novo dirigente responsável pela modelagem de investimentos.
Por que Rogers era peça tática importante para Arteta
Rogers combina potência física, condução em velocidade e versatilidade para ocupar qualquer função no trio de ataque. Em 2025/26, o Arsenal teve média superior a 60% de posse, porém encontrou dificuldades para romper defesas baixas quando Martin Ødegaard era marcado individualmente. O inglês de 23 anos oferecia o drible progressivo que faltou em momentos decisivos, obrigando linhas rivais a recuar e abrindo espaços para Bukayo Saka e os laterais internos de Arteta.
Raio-X: números que explicam o interesse
- Morgan Rogers 2025/26 (Premier League): 31 jogos, 11 gols, 7 assistências, 3,4 conduções progressivas/90 min.
- Arsenal 2025/26: 89 gols — 52% originados por combinações pelo corredor direito; apenas 14% a partir de ações individuais pelo centro.
- Gols sofridos: 31 — segunda melhor defesa, mas ataque ficou quatro gols atrás do City campeão.
Planos B e C: Barcola e Julián Álvarez no horizonte
Com Rogers fora de alcance, o Arsenal avalia Bradley Barcola (PSG). O ponta francês atua aberto à esquerda, acelera no um-contra-um e entrega profundidade — atributos que podem disputar vaga com Gabriel Martinelli. O problema é o preço: o PSG pede mais de €100 milhões, valor acima do limite estipulado por Berta.
Outro nome observado é Julián Álvarez, considerado por Arteta o atacante mais completo disponível. Capaz de jogar como 9, falso 9 ou meia avançado, o argentino seria solução para a dependência de um finalizador confiável. Contudo, o Atlético de Madrid declara o atleta “não negociável”.
Meio-campo e defesa também entram na equação
No setor central, Bruno Guimarães segue monitorado. O brasileiro traria box-to-box e renovação etária a um meio-campo cuja média de idade supera 27 anos. A investida, porém, depende de flexibilização do Newcastle quanto ao preço.
Na zaga, lesões recorrentes de William Saliba levam o clube a acompanhar Ezri Konsa (Aston Villa). A profundidade defensiva atual conta com Jurrien Timber, Ben White e o jovem Cristian Mosquera, mas Arteta prefere mais um nome de confiança para maratonas da Premier League e Champions League.
Imagem: IMAGO
Ajustes internos: vendas para equilibrar a folha
As saídas de Leandro Trossard (já vendido ao Beşiktaş), além de possíveis negociações de Gabriel Jesus e Reiss Nelson, abrem espaço salarial e financeiro. Gabriel Jesus foi essencial em 2022-24, mas as lesões reduziram sua minutagem para 1 311 minutos na última liga. Nelson, por sua vez, não confirmou o potencial mostrado na base.
O que esperar da temporada 2026/27
Com espinha dorsal formada por Ødegaard, Rice, Saka, Havertz, Gabriel Magalhães e Saliba, o Arsenal ainda exibe lacunas claras: um atacante que desequilibre individualmente, juventude no meio-campo e um zagueiro confiável para rotação. A direção prefere investir de forma cirúrgica a entrar em leilões, mesmo que isso signifique perder alvos como Rogers.
Perspectiva: caso não consiga um nome “transformador” até o fechamento da janela, Arteta deverá apostar em evolução interna de Christos Tzolis — recém-contratado por €40 milhões — e no retorno físico pleno de Martinelli. O rendimento nos primeiros dez jogos dirá se a estratégia de prudência financeira sustentará o patamar de candidato ao título ou forçará movimento agressivo na janela de janeiro.
Com informações de Trivela