Como Real Madrid pode se armar para substituir Rodrygo no início de trabalho com Mourinho

Madri, 21 de julho de 2026 – O Real Madrid inicia a temporada 2026/27 sem poder contar com Rodrygo, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho na reta final do último campeonato e só deve voltar aos gramados em janeiro de 2027. A lesão obriga José Mourinho, recém-chegado ao banco merengue, a redesenhar o setor ofensivo logo nos primeiros meses de trabalho no Santiago Bernabéu.

O tamanho da perda: por que Rodrygo faz falta

Desde 2019, Rodrygo participou de quatro das seis campanhas que levaram o Real Madrid a levantar duas Champions League e uma LaLiga, contribuindo com gols decisivos nas fases eliminatórias europeias. Sua mobilidade pelo lado direito permite ao time criar o “quadrado” ofensivo com Vinícius Júnior, Kylian Mbappé e Jude Bellingham – estrutura utilizada por Álvaro Arbeloa nos meses finais de 2025/26. Sem o camisa 11, desaparece o extremo que parte da ponta mas flutua entrelinhas, facilitando as infiltrações de Bellingham e a profundidade de Vini.

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Plano A: soluções internas já testadas por Ancelotti e Arbeloa

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Endrick – Embora o brasileiro tenha atuado centralizado no Lyon antes de retornar a Madri, seu histórico nas categorias de base do Palmeiras mostra capacidade para atacar o espaço vindo da direita. Mourinho pode explorar a potência física do jovem para atacar costas de laterais mais altos.

Brahim Díaz – Utilizado na reta final da última temporada justamente no lugar de Rodrygo, oferece mais condução curta e passe entre linhas, mas menos agressividade em facões diagonais.

Gonzalo García – Ponta formado em Valdebebas, é alternativa caso não seja negociado. Tem leitura de amplitude para prender o lateral adversário, característica útil se Mourinho optar por um 4-3-3 clássico.

Plano B: mercado de verão aquecido

O poderio financeiro merengue permite mirar perfis já monitorados pelo departamento de scouting:

  • Michael Olise – Destaque da França na Copa do Mundo 2026, pode atuar tanto aberto quanto como meia interior. Sua capacidade de gerar vantagem em 1 x 1 reduziria a dependência de Vinícius pelo lado oposto.
  • Ferran Torres – Com contrato até 2027 no Barcelona, a operação esbarra na rivalidade histórica, mas o espanhol oferece versatilidade para jogar em todas as faixas do ataque, algo valorizado por Mourinho.

Raio-X do ataque merengue sem Rodrygo

Gols na temporada 2025/26*:
– Mbappé: 34
– Vinícius Júnior: 27
– Bellingham: 18
– Rodrygo: 0 (lesão em maio)
– Brahim Díaz: 9
– Endrick: 6 (chegou em janeiro)
*Números oficiais da LaLiga, Copa do Rei e Champions somados.

Apesar de terminar o campeonato como ataque mais positivo da Espanha, o Real ficou quatro partidas sem marcar após a lesão de Rodrygo – o que custou a chance de disputar o título até a última rodada.

Cenário tático: volta do 4-3-3 ou manutenção do “quadrado”?

Apontado como treinador que valoriza equilíbrio defensivo, Mourinho estuda duas matrizes:

  1. 4-3-3 clássico – Endrick (ou reforço de mercado) aberto à direita, Vini à esquerda e Mbappé como 9 móvel. Meio-campo com Bellingham chegando de trás, escoltado por Valverde e Tchouaméni.
  2. 4-4-2 losango/“quadrado” – Brahim e Bellingham atrás de Mbappé e Vinícius, reproduzindo o desenho usado por Arbeloa. Perde amplitude, mas ganha densidade entrelinhas.

Impacto no calendário: janeiro de 2027 como ponto de virada

Até Rodrygo estar liberado pelo departamento médico, o Real terá disputado:

  • 19 rodadas de LaLiga (50% do campeonato);
  • Fase de grupos completa da Champions League;
  • Duas fases da Copa do Rei.

Ou seja, a solução encontrada agora influenciará diretamente a classificação europeia e a manutenção da vantagem sobre rivais domésticos.

Conclusão prospectiva: A ausência de Rodrygo obriga Mourinho a testar variações logo de cara e pode acelerar contratações estratégicas. Se Endrick ou Brahim responderem, o clube ganha fôlego financeiro para 2027; caso contrário, o investimento em Olise ou Ferran tende a ser antecipado para sustentar o padrão de gols exigido em Madri. O mês de agosto será decisivo para indicar qual rota Florentino Pérez adotará.

Com informações de Trivela

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