Porto Alegre (RS), 22/07/2026 – A direção do Grêmio decidiu que Renato Portaluppi, maior ídolo da história recente do clube, não faz parte do planejamento para o restante da temporada 2026, mesmo que ocorra eventual troca no comando técnico hoje ocupado por Luís Castro. A informação foi confirmada após contato do jornalista Chico Garcia com um dirigente tricolor.
Por que a diretoria fecha a porta para Renato agora?
Internamente, a cúpula entende que as escolhas da última passagem de Renato (set/2022 a dez/2023) não geraram o retorno desportivo e financeiro esperado. Entre os pontos citados estão:
- Contratações de atletas veteranos com alto custo salarial e baixo índice de minutos jogados.
- Rotação reduzida do elenco, que culminou em queda física na reta final do Brasileirão 2023.
- Eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores 2023, objetivo central do projeto naquela temporada.
O fator Paulo Pelaipe
Paulo Pelaipe, atual executivo de futebol, tem autonomia sobre o departamento técnico e não trabalha com a hipótese de repatriar Renato. Pelaipe prioriza treinadores com métodos de alta intensidade e análise de dados, linha que considera mais aderente ao estilo de trabalho de Luís Castro.
Raio-X de Renato Portaluppi no Grêmio
Principais números (2016-2021 e 2022-2023 somados):
- Jogos: 465
- Vitórias: 229 (49%)
- Títulos: Copa do Brasil 2016, Libertadores 2017, Recopa 2018, Campeonatos Gaúchos 2018, 2019, 2020 e 2023.
Os números comprovam a dimensão histórica do treinador, mas não impedem a diretoria de buscar novos caminhos.
Como fica Luís Castro após a decisão
Apesar da pressão pelos recentes tropeços (apenas uma vitória nos últimos cinco jogos do Brasileirão 2026), a direção reforça publicamente a confiança no técnico português. O entendimento é que o trabalho ainda está em fase de consolidação de ideias, sobretudo na transição defensiva – setor que sofreu 18 gols em 15 rodadas, média de 1,2 por partida.
Imagem: Lucas Uebel
Impacto futuro no projeto tricolor
Com a “porta fechada” para Renato, o Grêmio sinaliza ao mercado que não pretende recorrer a soluções de curto prazo baseadas em ídolos do passado. A tendência é manter o investimento em metodologia europeia, integração com a base e uso de análise de desempenho. Caso os resultados de Luís Castro melhorem, o clube ganha estabilidade; caso contrário, a busca será por um profissional do mesmo perfil, e não pelo retorno de Portaluppi.
O desfecho reforça a mudança cultural no departamento de futebol e coloca ainda mais holofotes sobre o desempenho do time nos próximos compromissos da Sul-Americana e na sequência do Brasileirão, etapas decisivas para validar – ou não – a convicção da diretoria.
Com informações de Portal do Gremista