Madri, 25 de julho de 2026 – O Real Madrid estuda negociar Eduardo Camavinga ainda nesta janela de transferências. Embora o volante francês deseje permanecer no Santiago Bernabéu, a chegada do técnico José Mourinho e a necessidade do clube equilibrar as contas após investir cerca de € 85 milhões em reforços colocam o jogador como o ativo “negociável” do elenco neste momento.
Por que Camavinga entrou na lista de transferíveis?
Segundo o diário AS, Mourinho não se convenceu com o desempenho do volante na pré-temporada. A temporada 2025/26 já havia sido considerada abaixo do esperado – fator que custou ao atleta a convocação para a Copa do Mundo. Com concorrência direta de Aurélien Tchouaméni, Federico Valverde e o jovem Arda Güler, o francês passou a ser visto internamente como a saída que menos afeta o desenho tático do novo treinador.
Raio-X: o lugar de Camavinga no elenco
Versatilidade: atua como primeiro ou segundo volante, meia interior e até lateral-esquerdo em situações de emergência.
Números de 2025/26 (todas as competições): 42 jogos, 2.987 minutos, 84% de passes certos, 2,3 desarmes por partida, 0 gol, 3 assistências (dados Transfermarkt).
Títulos pelo Real: 11 conquistas, incluindo 2 La Ligas e 1 Champions League.
Impacto financeiro e Fair Play
O Real gastou nesta janela € 15 mi para resgatar Mourinho do Benfica, € 20 mi por Denzel Dumfries e € 50 mi por Marc Cucurella. As chegadas de Bernardo Silva e Ibrahima Konaté ocorreram sem taxa de transferência, mas implicam salários elevados. Vender Camavinga por, no mínimo, € 70 mi geraria caixa imediato para eventuais investidas em Rodri (Manchester City) ou na disputa com o PSG por Yan Diomandé.
Cenário tático com e sem o francês
Com Camavinga: Mourinho dispõe de um volante capaz de acelerar a saída de bola e cobrir o lado esquerdo quando Cucurella sobe ao ataque, formando um 4-3-3 com transição rápida.
Sem Camavinga: Tchouaméni assume a âncora do meio, Valverde garante a dinâmica box-to-box, e Güler ganha espaço como meia mais criativo. Isso libera orçamento para um “número 6” de elite como Rodri, alinhado ao gosto do treinador por um pivô posicional.
Imagem: Zuma
O que esperar dos próximos capítulos?
Com o mercado aberto até 31 de agosto, a permanência de Camavinga mantém em suspenso toda a estratégia merengue: sem a venda, novas contratações ficam condicionadas a saídas menores; com a venda, o clube se fortalece para brigar por um médio defensivo de referência. Internamente, a direção considera o negócio complexo, pois investidores avaliam que o valor pedido só se justifica pelos títulos já conquistados. Enquanto isso, o jogador treina em Valdebebas para convencer Mourinho de que ainda pode ser peça útil.
Conclusão prospectiva: Se Camavinga permanecer e recuperar espaço, o Real Madrid terá um meio-campo profundo e multifuncional; se for vendido, abrirá margem salarial e financeira para a contratação de um titular absoluto, alterando a hierarquia do setor. As próximas semanas, portanto, serão decisivas para definir o desenho tático merengue na temporada 2026/27.
Com informações de Trivela