‘Decisão foi fácil por isso’: Xavi Simons faz revelação sobre saída conturbada do Barcelona

Quem: Xavi Simons, meio-campista neerlandês do Tottenham.
O quê: contou pela primeira vez, em 2026, os bastidores da polêmica saída do Barcelona em 2019.
Quando e onde: declaração dada ao podcast inglês “The Sports Agents”, publicada nesta semana.
Por quê: segundo o jogador, a direção culé não o via como parte do projeto e preferiu apostar em outros talentos de La Masia.

Por que o Barcelona abriu mão de uma das maiores promessas de La Masia

Entre 2010 e 2019, Xavi Simons foi figura recorrente nos relatórios de olheiros do Barça. Ainda assim, na reta final de sua formação, o então treinador Ernesto Valverde e a diretoria comunicaram ao atleta que ele não era “prioridade do projeto”. A oferta de renovação, embora financeiramente competitiva, chegou acompanhada da mensagem de que o clube confiava mais em outros jovens para o meio-campo.

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Para um atleta moldado no DNA barcelonista – posse de bola, jogo entrelinhas e pressão pós-perda –, a sinalização de falta de espaço no time principal foi determinante. O PSG surgiu com plano esportivo imediato: treinar com o elenco principal, integrar minutos gradualmente e, sobretudo, mantê-lo perto de astros como Neymar e Mbappé, experiência considerada valiosa no desenvolvimento do neerlandês.

Raio-X da carreira até 2026

  • PSG (2019-2022): 11 atuações no profissional; título da Ligue 1 em 2020/21.
  • PSV (2022/23): 19 gols em 34 jogos da Eredivisie; artilheiro e líder de assistências do time.
  • RB Leipzig (2024): empréstimo de uma temporada, consolidando-se como meia-ofensivo em transição rápida.
  • Tottenham (desde 2025): chegou para ser o elo criativo do 4-3-3 de Ange Postecoglou; vinha como titular absoluto até romper o ligamento cruzado anterior às vésperas da Copa do Mundo de 2026.

Impacto da lesão no Tottenham e na seleção neerlandesa

O problema no joelho não afetou apenas o Mundial: tirou do técnico Postecoglou o principal condutor entre linhas. Sem Simons, os Spurs perdem capacidade de breaking lines e de retenção de posse em zonas interiores – duas métricas em que o holandês figurava entre os três melhores do elenco, segundo relatórios internos do clube. Na seleção, Ronald Koeman precisou reformular o meio-campo às pressas, optando por Tijjani Reijnders para exercer a função de interior criativo.

Quais lacunas o Barcelona ainda tenta preencher

Curiosamente, desde 2019 o Barça alterna reforços para a mesma faixa de campo. Jogadores como Pedri, Gavi e Fermín López supriram parte da carência de meio-campistas formados em casa, mas o perfil de Simons – drible curto, chegada à área e versatilidade para atuar aberto – continua relativamente raro no elenco atual. A declaração do atleta, portanto, reacende o debate interno sobre a gestão de talentos na base culé.

Próximos passos: cronograma de retorno e mercado de 2027

Médicos do Tottenham estimam a volta de Xavi Simons aos gramados para o início de 2027. Durante a recuperação, o clube estuda opções no mercado de inverno europeu para suprir sua ausência – possivelmente um empréstimo de curto prazo, já que a diretoria ainda vê o neerlandês como peça-chave no médio prazo. Na seleção, a meta é tê-lo 100% apto para a Liga das Nações que começa em setembro de 2027.

Conclusão prospectiva: Ao expor a falta de confiança que recebeu no Barcelona, Xavi Simons reforça não só a própria motivação para retornar mais forte em 2027, mas também evidencia um ponto sensível na política de transição base-profissional do clube catalão. A forma como Tottenham e Países Baixos administrarem sua recuperação pode influenciar diretamente o planejamento das respectivas temporadas, enquanto no Camp Nou a autocrítica sobre a perda de um talento lapidado em casa deve ganhar novos capítulos.

Com informações de Trivela

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