Madri (26/07/2026) – O Atlético de Madrid definiu uma lista de cinco jogadores negociáveis – Thiago Almada, Alexander Sorloth, José María Giménez, Thomas Lemar e Matteo Ruggeri – para cumprir o rígido fair play financeiro da La Liga e voltar a registrar reforços na temporada 2026/27.
Por que o Atlético precisa vender antes de comprar?
O teto de gastos imposto pela La Liga só permite ao clube inscrever atletas se houver margem salarial e fluxo de caixa positivo. Apesar de já ter fechado com Alejandro Grimaldo, Kang-in Lee e Morten Hjulmand, o Atleti não consegue oficializar a compra em definitivo de Nico Gonzalez (ex-Juventus) enquanto não reduzir folha e gerar receita imediata.
Quem está na vitrine e qual o peso financeiro de cada saída?
Thiago Almada – Contratado há apenas um ano, não rendeu o esperado. Flamengo negocia pagamento de até € 27 mi (≈ R$ 156 mi). A Arábia Saudita era opção, mas perdeu fôlego.
Alexander Sorloth – Reserva eficaz (20 gols/54 jogos em 2025/26). Juventus e outros italianos estudam proposta. Venda abriria espaço para um atacante de perfil complementar a Julián Álvarez.
José María Giménez – Ídolo, porém não é titular regular; contrato até 2028 e salário elevado. Saída aliviaria a folha e liberaria minutos para jovens zagueiros como Robin Le Normand.
Thomas Lemar – Oscilou fisicamente e perdeu espaço nos últimos dois anos; mercado francês observa.
Matteo Ruggeri – Lateral-esquerdo que não se firmou após chegada de Grimaldo; pode ser moeda de troca na Série A.
Raio-X financeiro e esportivo
Massa salarial 2025/26: € 338 mi
Meta de redução para 2026/27: cerca de 12 % (≈ € 40 mi)
Potencial de arrecadação com o quinteto: € 70–80 mi
Jogadores já inscritos para 2026/27: 22 de 25 vagas permitidas
Imagem: Internet
Efeito dominó: a novela Julián Álvarez
O Barcelona mantém oferta por Julián Álvarez. Se o Atleti cedesse, a entrada pode superar isoladamente o valor previsto com todo o “pacote de vendas”. Mesmo assim, a direção prioriza mantê-lo como peça-chave no 4-4-2 de Diego Simeone, apostando em saídas menos traumáticas para manter competitividade e cumprir o regulamento.
Impacto tático das possíveis baixas
• Meio-campo criativo: sem Almada, Kang-in Lee passa a ser o principal armador entrelinhas.
• Ataque: eventual saída de Sorloth exigiria um substituto de força física para rotacionar com Julián; o clube monitora perfis de custo moderado na Bundesliga.
• Defesa: a perda de Giménez demanda liderança – Reinildo ou Savic podem assumir essa função, enquanto Hjulmand acrescenta proteção como volante.
• Laterais: Grimaldo consolida a titularidade, tornando Ruggeri excedente.
O que vem a seguir?
Nesta semana, o CEO Miguel Ángel Gil Marín intensifica reuniões com representantes de Flamengo, Juventus e clubes da Ligue 1. A expectativa interna é fechar ao menos duas vendas antes do fim de agosto, liberando a inscrição de Nico Gonzalez e um ponta de velocidade mapeado por Simeone.
Conclusão prospectiva: Se concretizar o plano de vendas, o Atlético equilibra as contas sem perder seu jogador-chave e mantém margem para ajustes pontuais no elenco. A janela de 2026/27, portanto, será decisiva para saber se Simeone continuará competitivo num campeonato cada vez mais exigente em controle financeiro e profundidade de plantel.
Com informações de Trivela