Barcelona (ESP), 28/07/2026 – O centroavante Robert Lewandowski, 37 anos, encerrou oficialmente seu ciclo de quatro temporadas no Barcelona após rejeitar uma proposta de € 200 milhões por dois anos do Al-Ittihad, da Arábia Saudita, na temporada 2025/26. Sem garantia de titularidade pelo diretor esportivo Deco e pelo técnico Hansi Flick, o polonês optou por cumprir o contrato até junho de 2026 e, livre, assinou com o Chicago Fire (EUA) até o fim de 2027/28.
Por que o “9” deixou o Camp Nou mesmo com oferta interna de permanência?
O presidente Joan Laporta chegou a manifestar desejo de mantê-lo por mais um ano, mas a hierarquia culé mudou com a chegada de Flick. A comissão técnica indicou prioridade a uma reformulação ofensiva mais móvel e de marcação alta, reduzindo o espaço para um finalizador de referência que atuava em bloco mais posicional.
Para Lewandowski, tempo de jogo era inegociável. Pini Zahavi, agente do atleta, relatou que “ser peça-chave” pesou mais do que o valor recorde oferecido pelos sauditas. Sem a segurança de minutos, a chance de terminar a carreira como reserva fez o atacante buscar novo projeto.
Raio-X de Lewandowski pelo Barcelona (2022-2026)
- Partidas: 159*
- Gols: 112* (média de 0,70 por jogo)
- Títulos: 1 La Liga (2022/23), 1 Copa do Rei (2023/24), 1 Supercopa da Espanha (2023)
- Participação direta em gols: 143 (gols + assistências)
*Números oficiais somando todas as competições até o fim da temporada 2025/26.
Impacto esportivo para o Barcelona
Sem Lewandowski, o clube catalão zera a folha salarial estimada em € 20 mi anuais dedicada ao veterano e acelera a integração de nomes como Vitor Roque, Lamine Yamal e Ferran Torres. A tendência é ver o setor ofensivo baseado em mobilidade e pressão pós-perda, algo solicitado por Flick desde a pré-temporada.
Do ponto de vista estatístico, o Barcelona terá de repor 25,7% dos gols marcados pela equipe nas últimas quatro campanhas, percentual que pertencia ao polonês. Esse déficit deve ser diluído entre jovens atacantes e meio-campistas de chegada à área.
O que Lewandowski encontra no Chicago Fire
Na Major League Soccer, o Fire carecia de um finalizador: marcou apenas 1,3 gol por partida em 2025, 22º desempenho entre 29 times. A chegada de um artilheiro histórico projeta incremento imediato de eficiência no terço final, além de impulsionar receitas de matchday e direitos de transmissão internacionais.
Além disso, o contrato até 2028 garante ao polonês calendário menos denso (máx. 50 jogos/ano) e recuperação física favorecida, pontos valorizados por atletas veteranos na reta final de carreira.
Imagem: IMAGO
Por que a Arábia Saudita saiu do radar?
Segundo Zahavi, o Al-Ittihad retirou a proposta após alterar sua política de gastos e diante de incertezas geopolíticas na região. A guerra em curso no Oriente Médio reduziu o apetite dos clubes por novos acordos acima da casa dos € 100 mi por temporada.
Próximos capítulos: o efeito dominó no mercado de verão europeu
Com a saída de Lewandowski, o Barcelona ganha folga para buscar um atacante de perfil mais versátil – nomes como Alexander Isak e Gonçalo Ramos já aparecem no radar midiático. A definição do novo “camisa 9” culé impactará diretamente a janela de transferências, podendo elevar o preço de atacantes sub-25 no mercado.
Lewandowski, por sua vez, deve estrear na MLS em ritmo competitivo visando a Euro-2028, para a qual a Polônia disputa vaga. Se mantiver média superior a 0,5 gol por jogo, reforça a imagem da liga norte-americana como destino viável para atletas de elite em fim de carreira, tendência com potencial de alterar o fluxo de migração de talentos a partir de 2027.
Conclusão prospectiva: a saída do artilheiro polonês encerra um ciclo de eficiência ofensiva em Barcelona e inaugura fase de rejuvenescimento tático sob Hansi Flick. Já na MLS, o Chicago Fire ganha um trunfo esportivo e de marketing capaz de elevar o patamar competitivo da franquia. Nos próximos meses, as movimentações catalãs por um novo centroavante e o desempenho imediato de Lewandowski em solo norte-americano serão os principais termômetros para medir o acerto – ou não – das decisões tomadas em 2026.
Com informações de Trivela