Barcelona e Atlético de Madrid seguem em queda de braço pela transferência de Julián Álvarez, atacante que manifestou o desejo de trocar o Wanda Metropolitano pelo Spotify Camp Nou ainda durante a Copa do Mundo. A 24 dias da estreia blaugrana em LaLiga 2026/27, a diretoria catalã não avançou além de uma oferta de €100 milhões, já recusada, e corre o risco de iniciar a temporada sem o “camisa 9” pedido por Hansi Flick.
Por que o Barça considera Julián Álvarez peça-chave
Desde fevereiro, Flick deixou claro que Robert Lewandowski não faria parte do elenco após o fim de contrato em junho. O alemão aposta em mobilidade e pressão pós-perda no terço final, requisitos que Ferran Torres entregou parcialmente em 2025/26. Álvarez, 26 anos, encaixa-se no mesmo perfil, mas com maior volume de finalizações e histórico de trabalho sem bola sob Diego Simeone, ponto visto como fundamental para o modelo de Flick.
Barreiras contratuais e financeiras
• Multa rescisória: €500 milhões
• Contrato com o Atlético: válido até junho de 2030
• Oferta do Barcelona: €100 milhões (já rejeitada)
• Resposta de Miguel Ángel Gil (CEO atlético): “Não aceitaremos nem €150 milhões, nem €200 milhões”.
Com fair play financeiro ainda apertado, Laporta não pode prolongar o leilão indefinidamente. Cada dia sem definição reduz a margem para registrar o atleta na liga e atrasa a integração tática pretendida pelo treinador.
Raio-X do elenco ofensivo
Disponíveis na pré-temporada:
- Ferran Torres (último ano de contrato e cobiçado pelo PSG)
- Ansu Fati, Lamine Yamal e Raphinha (extremos natos, não atuam como “9” de origem)
Saídas confirmadas: Lewandowski (fim de vínculo), Vitor Roque (empréstimo ao Sevilla) e Marc Guiu (Girona).
Hoje, Flick conta com apenas um centroavante de ofício, que ainda pode deixar o clube. A ausência de profundidade contrasta com o plano do Real Madrid, que já fechou três reforços antes de julho.
Imagem: IMAGO
Calendário aperta: risco de preparação insuficiente
O Barça estreia em LaLiga em 23 de agosto contra o Elche e entra na fase de grupos da Champions em meados de setembro. O modelo de jogo de Flick exige automatismos ofensivos construídos em pré-season. Caso Álvarez – ou qualquer plano B – chegue perto do limite da janela (1.º de setembro), o treinador terá de “trocar o pneu com o carro em movimento”.
Planos alternativos em discussão
Sem avanços com o Atlético, a direção avalia outros nomes no mercado:
- Fisnik Asllani (Hoffenheim) – 21 anos, perfil móvel, mas inexperiente em competições europeias de ponta.
- Eli Kroupi Junior (Bournemouth) – 22 anos, valor de mercado inferior, porém sem status de estrela imediata.
Nenhuma negociação, entretanto, passou do estágio exploratório.
Análise de impacto futuro
Se a novela persistir até agosto, o Barcelona corre o risco de iniciar a Champions sem o referencial ofensivo ideal, repetindo problemas de sintonia que custaram eliminações precoces em temporadas anteriores. A definição do caso Julián Álvarez se tornou o primeiro grande teste de gestão de Laporta nesta janela e poderá balizar a ambição europeia do clube em 2026/27.
Com informações de Trivela