Porto Alegre (RS) – O Campeonato Gaúcho Feminino 2026 começa no domingo, 2 de agosto, porém o Grêmio – assim como Internacional e Juventude – só pisará no gramado na segunda fase, agendada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) para o intervalo de 20 de setembro a 25 de outubro. A medida visa ajustar o calendário das equipes que disputam concomitantemente o Brasileirão Feminino, evitando sobrecarga de jogos.
Novo regulamento em duas etapas
A edição 2026 reúne 10 clubes e estreia um formato em que sete times do interior iniciam a disputa em turno único. Os três melhores classificados avançam e se unem a Grêmio, Inter e Juventude, totalizando seis equipes na fase seguinte. Dali saem os quatro semifinalistas que decidirão o título em mata-mata de ida e volta, com a final marcada para 13 de dezembro.
Raio-X da primeira fase
- Participantes: As Mina de Candiota, Brasil de Farroupilha, Dr. Salomé Goulart Raiz, Flamengo de São Pedro, União Forquetense, Estrela Benfica e Futebol com Vida.
- Rodadas: 2 de agosto a 13 de setembro (sete datas, uma folga por rodada).
- Vaga nacional: o interiorano de melhor campanha garante lugar na Série A3 do Brasileiro 2027.
Histórico recente do Grêmio no estadual
Desde a reativação do departamento feminino em 2017, o Grêmio se consolidou como uma das forças do Rio Grande do Sul. O clube foi campeão em 2020 e chegou às finais em 2021, 2022 e 2024, todas contra o Internacional. O título estadual voltou a escapar em 2025, quando o Tricolor optou por escalar formações alternativas devido ao calendário nacional.
Calendário tricolor: onde a data livre faz diferença
Ao entrar apenas na segunda fase, o Grêmio ganha uma janela de seis semanas completas (início de agosto até meados de setembro) focada na reta final do Brasileirão Feminino Série A1. Essa folga favorece a gestão física de jogadoras titulares como Pri Back e Laís Giacomel, reduzirá riscos de lesão e permitirá evolução tática antes dos mata-matas estaduais.
Impacto técnico: ajuste defensivo em pauta
Em 2025, o Grêmio sofreu média de 1,4 gol por partida no Brasileirão – a terceira pior entre os oito clubes classificados às quartas de final. A comissão técnica vê o Gauchão como oportunidade de testar variações de linha de quatro e três defensoras, sobretudo após a chegada da zagueira argentina Solana Santoro. Como o nível de exigência estadual tende a ser mais baixo que o nacional, a fase classificatória serve de laboratório sem comprometer pontos no torneio brasileiro.
Sem transmissão oficial, visibilidade em jogo
A FGF ainda não fechou acordo televisivo, e o regulamento proíbe streaming dos clubes. Isso limita exposição de patrocinadores e dificulta mapeamento de dados por plataformas de scout. A direção gremista estuda solicitar à Federação o acesso posterior às imagens para análise de desempenho – prática já adotada em 2025.
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Próximos passos
A tabela detalhada com datas e mandos do Grêmio será divulgada pela FGF até o fim de agosto. Até lá, o clube manterá foco total no Campeonato Brasileiro, mas já sinaliza amistosos fechados para agosto a fim de rodar o elenco. A definição dos três classificados do interior, em 13 de setembro, mostrará qual perfil de adversários o Tricolor encontrará em sua estreia estadual.
Com um calendário otimizado e a possibilidade de testar novas peças, o Grêmio chega ao Gauchão Feminino 2026 em condição de lutar pelo bicampeonato. O desempenho na fase nacional indicará se o time conseguirá transformar a vantagem logística em supremacia técnica quando a bola rolar no Estado.
Com informações de Portal do Gremista