Manchester — Durante o documentário “Made in Gran Canaria”, lançado nesta semana, o ex-meio-campista David Silva afirmou que gostaria de ver Pep Guardiola como técnico da seleção da Espanha quando o catalão encerrar seu contrato com o Manchester City, válido até 2027.
Por que a fala de David Silva importa
Silva, campeão mundial em 2010 e dono de 125 partidas pela Roja, conviveu quatro temporadas com Guardiola em Manchester. Ao destacar que “Pep poderia trazer um futebol baseado em posse e busca constante pela vitória”, o ex-camisa 21 toca em três pontos estratégicos:
- Sequência de contrato: Guardiola assinou extensão em novembro e ficará, pelo menos, até 2027.
- Timing na seleção: o atual treinador da Espanha, Luis de la Fuente, renovou até a Euro 2028.
- Sinergia de ideias: o modelo posicional de Guardiola encaixa no DNA que levou a Espanha aos títulos de 2008-2012 — período em que Silva era peça-chave.
Guardiola e a possibilidade de comandar uma seleção
Ao longo da carreira, o catalão nunca treinou seleções, mas já admitiu em entrevistas que vê o cenário internacional como “desafio natural” para o futuro. Técnicos de clubes que migraram para seleções recentes — como Roberto Martínez (Portugal) e Hansi Flick (Alemanha) — mostram uma rota viável para quem domina processos de alto rendimento em calendário mais curto.
Raio-X de Guardiola no Manchester City
- Jogos: 472* (2016-2024)
- Aproveitamento de vitórias: 73%
- Títulos conquistados: 6 Premier League, 2 FA Cups, 4 Copas da Liga, 1 Champions League, 1 Mundial de Clubes, 1 Supercopa da UEFA
- Média de gols marcados: 2,4 por jogo
- Jogadores utilizados: 61 atletas de linha + 6 goleiros
*Dados oficiais até o fim da temporada 2023/24.
O que muda para o Manchester City no curto prazo
Apesar do desejo de Silva, nada indica saída imediata de Guardiola. Com reforços como Gianluigi Donnarumma, Tijani Reijnders e Rayan Cherki, o City trabalha numa mini-renovação do elenco para manter a dominância doméstica e recuperar o protagonismo continental após a eliminação precoce da última Champions.
Imagem: Francesco Scaccianoce – UEFA
Internamente, a diretoria utiliza a permanência de Guardiola como peça-chave na atração de talentos e na continuidade do modelo tático que transformou o clube na maior potência inglesa da década.
Impacto futuro: janela para 2028?
Com contratos de treinador e seleção alinhados para terminarem quase no mesmo período (Guardiola, 2027; De la Fuente, 2028), a possibilidade de união entre Pep e a Roja ganha força a médio prazo. Até lá, o catalão tem pela frente mais quatro temporadas para ampliar o legado em Manchester e, em seguida, avaliar se o ciclo olímpico rumo à Copa de 2030 — na qual Espanha é candidata a sediar — será o próximo passo natural em sua carreira.
Com informações de Manchester Evening News