Londres, 3 de outubro de 2025 — A dois dias de visitar o Arsenal, o West Ham vive clima de mudança: o técnico Nuno Espírito Santo, recém-chegado para substituir Graham Potter, afirmou que o elenco reconheceu responsabilidade pelo mau momento, que já dura 18 meses, e prometeu foco total na correção das bolas paradas, fonte de oito gols sofridos em escanteios nesta Premier League.
Elenco admite falhas e abraça o “reset” de Nuno
Segundo Nuno, os atletas “contabilizaram a própria responsabilidade” por terem contribuído para a demissão de Potter, segundo treinador a cair desde a saída de David Moyes (jun/2024). A falta de liderança no vestiário foi citada como ponto crítico, e o português destacou a necessidade de melhorar “comunicação, respeito e mentalidade” para evitar repetição dos erros.
Setor defensivo em alerta: o problema dos escanteios
O West Ham já sofreu oito gols em escanteios nas primeiras rodadas — o último no empate por 1 × 1 com o Everton, estreia de Nuno. A média (0,7 gol por jogo em corners) é a pior da liga até o momento. Para efeito de comparação, o time inteiro do campeonato passado levou nove gols desse tipo em 38 partidas.
O treinador teme que a estatística vire “trauma psicológico”: “Se o adversário ganha um corner, não podemos entrar em pânico”, explicou, sinalizando treinamentos específicos de posicionamento e marcação individual/por zona nos próximos dias.
Raio-X da crise dos Hammers
Classificação: 19º lugar, 5 pontos em 7 jogos
Gols sofridos: 15 no total (53% em bolas paradas)
Ataque: 6 gols marcados; Jarrod Bowen é o artilheiro com 3
Sequência recente: 1 vitória, 2 empates, 4 derrotas
Técnicos desde 2024: David Moyes → Graham Potter (8 meses) → Nuno Espírito Santo
Imagem: Internet
Calendário pesado testa reação imediata
Além do Arsenal no Emirates, o West Ham encara Brighton (casa) e Chelsea (fora) nas três próximas rodadas. Conter a bola aérea é prioridade contra um Arsenal que soma cinco gols de cabeça na temporada, três deles em escanteios batidos por Bukayo Saka e Martin Ødegaard.
Perspectiva: Se conseguir estancar a sangria defensiva, o West Ham ganha fôlego para sair da zona de rebaixamento antes da virada de novembro. Caso contrário, a diretoria pode antecipar a chegada da comissão técnica completa de Nuno e investir em reforços especializados na bola aérea já em janeiro.
Com informações de The Guardian