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    CBF sai em defesa da arbitragem brasileira: ‘poucos erros nas rodadas’

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    Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2025 — A Comissão de Arbitragem da CBF, liderada por Rodrigo Cintra, divulgou nota oficial em que afirma que apenas quatro das 270 partidas disputadas até a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro geraram protocolos de aperfeiçoamento, o que representa cerca de 1,5% do total de jogos. O posicionamento responde às reclamações formais de Grêmio, São Paulo e outros clubes que contestaram decisões dos árbitros e do VAR nas últimas rodadas.

    Por que a arbitragem voltou ao centro do debate?

    As críticas ganharam intensidade após lances polêmicos em Grêmio × Bragantino e São Paulo × Palmeiras, que levaram ao afastamento imediato de árbitros de campo e integrantes do VAR. Situações semelhantes ocorreram em Inter × Cruzeiro e Sport × Palmeiras. As partidas envolveram gols invalidados, pênaltis não marcados e revisões demoradas, reacendendo o debate sobre a uniformidade de critérios.

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    O que diz a CBF: transparência, investimentos e números

    Segundo a entidade, o momento faz parte de uma “evolução contínua” ancorada em três frentes:

    • Padronização: atualização de protocolos para unificar decisões entre campo e cabine do VAR;
    • Transparência: divulgação de áudios selecionados e participação de clubes em fóruns semanais;
    • Capacitação: seminários regionais, análises pós-rodada e concentrações técnicas no Rio de Janeiro.

    A CBF não revelou cifras, mas reforçou que o orçamento para arbitragem é “o maior já registrado”, englobando passagens aéreas, diárias e tecnologia de vídeo.

    Raio-X dos afastamentos

    Duração média do período de reciclagem: 4 a 12 semanas.
    Reintegração progressiva: testes de vídeo, teóricos e físicos antes de atuar em divisões inferiores.
    Meta anunciada: diminuir o tempo de resposta entre erro identificado e retorno do árbitro, visando manter ritmo de jogo e condicionamento.

    Profissionalização em etapas: o que muda no apito brasileiro

    A CBF estuda modelos de cinco grandes ligas europeias — Premier League, La Liga, Ligue 1, Bundesliga e Serie A — para criar um grupo piloto de árbitros profissionais já em 2026. O cronograma prevê:

    1. Fase 1 (2026): seleção de 15 árbitros full-time, com contrato CLT e dedicação exclusiva;
    2. Fase 2 (2027-2028): expansão para assistentes e operadores de VAR, totalizando 45 profissionais;
    3. Fase 3 (2029): cobertura integral das Séries A e B com quadros 100% profissionalizados.

    Internamente, clubes argumentam que a profissionalização pode reduzir deslocamentos de última hora e melhorar a preparação física, fatores citados em 38% das queixas encaminhadas à Ouvidoria da Arbitragem em 2024.

    Impacto imediato na tabela e nos próximos jogos

    Com 11 rodadas restantes, cada ponto perdido por erro de arbitragem tende a ter peso decisivo em briga por título, vagas continentais e fuga do rebaixamento. Grêmio, São Paulo e Bragantino solicitam revisão de critérios já para a 28ª rodada. A resposta rápida da CBF busca conter desgaste institucional e evitar paralisações ou protestos coletivos, que afetariam calendário e direitos de transmissão.

    Enquanto o projeto de profissionalização não sai do papel, a estratégia de afastar e reciclar árbitros tenta reduzir falhas recorrentes. A taxa de 1,5% de jogos com protocolos é baixa em termos percentuais, mas a concentração em confrontos diretos amplia a pressão. A maneira como a Comissão conduzirá os retornos e a comunicação pública definirá o grau de confiança que os clubes depositarão no apito até o fim da temporada.

    Com informações de Portal do Gremista

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