Seul, 10 de outubro de 2025 – A Seleção Brasileira está escalada para o amistoso desta sexta-feira (10) contra a Coreia do Sul, no Estádio da Copa de 2002, em Seul. O técnico Carlo Ancelotti confirmou a dupla de zaga formada por Éder Militão e Gabriel Magalhães, deixando o cruzeirense Fabrício Bruno como opção no banco – o defensor deve começar jogando apenas no duelo seguinte, diante do Japão, na próxima terça-feira (14), em Tóquio.
Como o Brasil vai a campo
Ancelotti repetiu no treinamento aberto à imprensa o desenho tático 4-2-4 que tem utilizado desde que assumiu a equipe. A formação titular deverá ter:
Bento; Vitinho, Éder Militão, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Estêvão, Matheus Cunha, Vini Júnior e Rodrygo.
Com a manutenção de dois volantes de forte combate (Casemiro e Bruno Guimarães), o treinador procura dar liberdade aos quatro atacantes, que trocam constantemente de posição para gerar superioridade numérica pelos lados.
Por que Fabrício Bruno será poupado?
Segundo Ancelotti, a ideia é rodar o elenco nos dois amistosos da Data-FIFA. O zagueiro do Cruzeiro agradou ao italiano na vitória sobre a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, mas ficará como alternativa para o segundo compromisso desta viagem:
“Ele terá a oportunidade de estar disponível para o segundo jogo”, justificou o treinador, lembrando que Marquinhos e Bremer recuperam-se de lesão, assim como o lateral Alex Sandro.
Raio-X de Fabrício Bruno
Idade: 29 anos (nascido em 12/02/1996)
Altura: 1,92 m
Clube atual: Cruzeiro
Partidas pela Seleção: 1 (estreia contra a Bolívia, 2025)
Característica destacada: alto índice de bolas vencidas pelo alto – ponto que se torna valioso contra a Coreia e, principalmente, contra o Japão, adversário que recorre a cruzamentos laterais.
Imagem: Rafael Ribeiro
O encaixe da dupla Militão-Gabriel
Ambos trazem dureza no duelo individual, mas com perfis complementares: Militão é mais veloz na cobertura em profundidade, enquanto Gabriel se destaca pela saída com o pé esquerdo, facilitando a conexão com Douglas Santos e Vini Júnior pelo corredor esquerdo. A expectativa é de uma linha defensiva mais adiantada, permitindo a Casemiro pressionar alto e encurtar o campo.
Impacto tático do quarteto ofensivo
Com Vini Jr. e Rodrygo abertos, Matheus Cunha como referência de mobilidade e o jovem Estêvão flutuando por dentro, Ancelotti ganha amplitude e poder de infiltração. A Coreia, que costuma defender em bloco médio 4-4-2, terá de decidir entre alongar a última linha – sacrificando a compactação – ou recuar, chamando o Brasil para seu campo.
O que vem a seguir
Se a combinação Militão-Gabriel se mostrar sólida, Ancelotti ganhará uma nova alternativa para as Eliminatórias, onde a equipe sofre com lesões frequentes de seus zagueiros de ofício. Já para Fabrício Bruno, a chance em Tóquio torna-se decisiva: um desempenho seguro contra o Japão pode consolidá-lo como quarta opção da posição, à frente de adversários diretos no ciclo até 2026.
Em síntese, o amistoso contra a Coreia do Sul servirá como teste final para a dupla de zaga titular e para o 4-2-4 extremamente ofensivo idealizado por Carlo Ancelotti. A escalação também preserva Fabrício Bruno para o segundo compromisso, onde o zagueiro terá oportunidade de se firmar na lista de convocações futuras – tema que deve pautar os próximos desdobramentos da Seleção.
Com informações de Diário Celeste