Porto Alegre (RS) – Ídolo máximo da torcida gremista, Renato Portaluppi acompanha atentamente o processo eleitoral do Grêmio e planeja retornar ao comando técnico em 2026, início da próxima gestão do clube, segundo informação do repórter Bruno Soares.
Renato e o calendário político do Grêmio
O pleito presidencial marcado para o fim de 2025 definirá a diretoria que comandará o Tricolor entre 2026 e 2028. Nos bastidores, o técnico monitora quais chapas têm interesse em recolocá-lo no cargo. A convergência de ideias entre o futuro presidente e o treinador será decisiva para que o projeto se concretize já na pré-temporada de 2026.
Legado vitorioso: por que o nome de Renato segue forte na Arena
Com três passagens pelo clube, Portaluppi é o treinador mais laureado da história gremista, responsável por:
- Copa do Brasil 2016
- CONMEBOL Libertadores 2017
- Recopa Sul-Americana 2018
- Bicampeonato Gaúcho 2018-2019
Em 423 partidas oficiais, o técnico somou 204 vitórias, 116 empates e 103 derrotas, rendimento de 56% dos pontos. Esse retrospecto sustenta a confiança da torcida em um novo ciclo vencedor.
Raio-X: situação atual do elenco e onde Renato poderia encaixar
Setor defensivo: o Grêmio encerrou o Brasileirão 2024 com média de 1,25 gol sofrido por jogo. Uma das marcas de Renato em 2016-18 foi reduzir essa taxa para 0,92; a busca por solidez deve voltar a ser prioridade.
Transição ofensiva: a equipe de 2017 terminou o torneio como líder em passes para finalização (média de 14,2 por partida). O retorno de um modelo apoiado na posse pode potencializar jovens meio-campistas que hoje ganham espaço na base.
Cenários para 2026: impacto esportivo e financeiro
1. Planejamento de elenco: contratos de peças-chave, como os laterais titulares, encerram no fim de 2025. A chegada de Renato em janeiro facilitaria a montagem de um grupo ajustado ao seu estilo desde a pré-temporada.
Imagem: Lucas Uebel
2. Receita de matchday: historicamente, a média de público subiu 18% na Arena durante as campanhas vitoriosas sob o comando de Portaluppi (dados de 2017-2019). Um retorno pode impulsionar bilheteria e programa de sócios.
3. Competitividade continental: a diretoria eleita terá de decidir se a prioridade será voltar à Libertadores já em 2026 ou consolidar o projeto a longo prazo. O treinador mostrou capacidade de equilibrar ambas as missões em passagens anteriores.
Próximos passos: até dezembro de 2025, Portaluppi deve seguir livre no mercado e dialogando com grupos políticos. A definição presidencial indicará se o Grêmio reabrirá as portas para o comandante cuja última passagem terminou em 2024, mas que ainda carrega forte identificação com elenco e arquibancada.
No curto prazo, a eleição tricolor será o termômetro para medir a viabilidade do retorno. Já no médio prazo, uma eventual quarta era Renato poderia redefinir metas esportivas, orçamento e filosofia de jogo do Grêmio a partir de 2026.
Com informações de Portal do Gremista