Porto Alegre, 14 de outubro de 2025 – Diante de mais de sete mil torcedores na Arena, o Grêmio abriu 4 x 1 sobre o Atlético-MG no jogo de ida da final do Campeonato Brasileiro Sub-17, construindo vantagem de três gols para a partida de volta, marcada para sábado (18), às 11h, na Arena MRV, em Belo Horizonte.
Como o Grêmio construiu a goleada
O time comandado por Ruimar Kunzel impôs pressão desde o apito inicial. Aos 6 minutos, o zagueiro-artilheiro Lucca subiu mais alto para abrir o placar de cabeça. A situação atleticana piorou aos 30, quando um defensor foi expulso numa falta frontal; na cobrança, Roger colocou a bola no ângulo e fez 2 x 0. Mesmo com ampla posse, o Grêmio manteve objetividade: em jogada individual, João Borne marcou o terceiro antes do intervalo.
No segundo tempo, a postura não mudou. Logo aos 3 minutos, Lucca apareceu outra vez para anotar o 4 x 0. O Atlético-MG descontou com Mosquito, mas o Tricolor controlou o restante do duelo com marcação adiantada e circulação de bola, evitando riscos ao goleiro Vitão.
Raio-X da campanha até a final
- Eficiência ofensiva: o Grêmio marcou pelo menos dois gols em oito dos últimos nove jogos na competição.
- Defesa sólida: mesmo enfrentando ataques tradicionais, a equipe sofreu apenas quatro gols nos cinco confrontos de mata-mata até aqui.
- Protagonismo de Lucca: com o doblete desta quarta, o zagueiro chegou a cinco gols, todos em jogadas aéreas – arma recorrente do time.
- Atlético-MG em números: o Galo chegou à final invicto fora de casa, mas perdeu a condição justamente no jogo mais importante.
O que a vantagem significa para o jogo de volta
Com 4 x 1 no agregado, o Grêmio pode perder por até dois gols de diferença na Arena MRV que confirma o título inédito. O Atlético-MG precisará de vitória por três gols para forçar pênaltis ou por quatro para ficar com a taça – cenário que exige postura ofensiva desde o início.
Taticamente, a tendência é que Ruimar Kunzel opte por bloco médio, explorando transições rápidas com Roger e João Borne pelos lados, enquanto o Galo terá de adiantar linhas e arriscar mais finalizações de média distância, fundamento em que Mosquito se destaca.
Próximos capítulos
Além da taça, a final vale vitrine para a Copa São Paulo de 2026. Caso confirme o título, o Grêmio chegaria à Copinha como um dos favoritos e ampliaria o número de atletas monitorados para a equipe principal, que vive processo de rejuvenescimento do elenco desde 2024.
Imagem: ANGELO PIERETTI
Do lado mineiro, a missão é usar o fator casa para repetir viradas históricas da base atleticana e manter vivo o projeto de integração entre categorias – ideia defendida pela diretoria após as inaugurações da Cidade do Galo 2 e da Arena MRV.
Conclusão: Com vantagem relevante e rendimento consistente, o Grêmio chega a Belo Horizonte em posição privilegiada para conquistar o primeiro Brasileirão Sub-17 de sua história. A resposta tática que o Atlético-MG dará no sábado definirá não apenas o troféu, mas também o status de ambas as academias para a temporada 2026.
Com informações de Portal do Gremista