Estocolmo, 14/10/2025 – A Federação Sueca de Futebol anunciou na tarde desta terça-feira a demissão do técnico Jon Dahl Tomasson após a derrota de 1 a 0 para Kosovo, em pleno Friends Arena, pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026. O treinador dinamarquês, contratado há pouco mais de um ano, não resistiu a uma sequência de resultados negativos que deixou a Suécia fora da zona de classificação direta e dependente de um improvável playoff.
O que levou à demissão
O estopim veio na data FIFA de outubro. Primeiro, a equipe caiu por 2 a 0 diante da líder Suíça; três dias depois, novo revés, agora para o modesto selecionado kosovar. As duas partidas ocorreram em Estocolmo e foram acompanhadas por vaias, cartazes pedindo a renúncia de Tomasson e críticas públicas da imprensa local. Segundo o diretor-geral Simon Åström, “a responsabilidade da Federação é oferecer as melhores condições para buscar a vaga no playoff, e isso requer uma nova liderança”.
Raio-X da campanha sueca
- Jogos em casa nesta janela: 0 ponto, 0 gol marcado, 3 sofridos.
- Destaques apagados: Alexander Isak e Viktor Gyökeres receberam as piores notas dos jornais nacionais nas duas partidas.
- Média de idade do meio-campo titular: 21,6 anos (Daniel Svensson, Lucas Bergvall e Yasin Asari), mostrando renovação, mas falta de experiência em jogos decisivos.
- Última participação sueca em Copas: 2018; ficou fora em 2022 e corre risco de perder 2026.
Repercussão no contexto nórdico
A crise sueca contrasta com o momento dos vizinhos. A Dinamarca lidera seu grupo, enquanto a Noruega de Erling Haaland ostenta a melhor sequência de vitórias das Eliminatórias. Até mesmo as Ilhas Faroé mantêm chances matemáticas de classificação, ampliando a pressão sobre uma Suécia que historicamente foi a força dominante na região.
Próximos passos e cenários
Restam duas partidas – fora contra a Suíça e em casa diante da Eslovênia – para salvar a campanha. A Federação busca um técnico interino com perfil de “gestor de crise” para:
- Restaurar a confiança de Isak e Gyökeres, responsáveis por 68% dos gols da equipe nos últimos dois anos.
- Ajustar o sistema defensivo, que sofreu gols em 80% dos jogos sob Tomasson.
- Maximizar a pontuação e torcer por combinação de resultados que permita o playoff de março.
No curto prazo, o anúncio do novo comandante deve ocorrer até o fim da semana para que ele tenha, ao menos, uma sessão de treinos na próxima data FIFA. A médio prazo, o planejamento para a Euro de 2028 também entra em pauta, pois a geração de Bergvall e Asari é vista como base para esse ciclo.
Imagem: Internet
O desafio, portanto, não se resume a dois jogos: trata-se de resgatar a identidade competitiva sueca e reconectar torcida e elenco em um momento em que toda a Escandinávia avança, enquanto a Suécia fica para trás.
Conclusão – A demissão de Jon Dahl Tomasson expõe fragilidades táticas e psicológicas de uma seleção que, mesmo repleta de talento individual, não conseguiu se organizar coletivamente. Os próximos 180 minutos de Eliminatórias definirão se a Suécia terá tempo para reconstruir ainda mirando a Copa de 2026 ou se iniciará um novo ciclo já pensando na Euro 2028.
Com informações de The Guardian