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    Mengálvio o discreto componente do Ataque dos Sonhos – Santos Futebol Clube

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    Quem: Mengálvio Figueiró, ex-meia do Santos FC e campeão mundial pela Seleção Brasileira.
    O quê: completa 87 anos e tem seu papel histórico relembrado.
    Quando: 17 de outubro de 2025, data de nascimento registrada em 17/10/1938.
    Onde: natural de Laguna (SC) e ídolo eterno na Vila Belmiro.
    Por quê: seu equilíbrio tático foi decisivo para o “Ataque dos Sonhos”, linha ofensiva que marcou 314 gols em 97 partidas.

    Do quartel ao estrelato: a linha do tempo de Mengálvio

    Revelado no amador Barriga Verde FC e observado enquanto servia o Exército, Mengálvio foi indicado ao Clube Esportivo Aimoré em 1957. O desempenho no Campeonato Gaúcho chamou atenção da imprensa de Porto Alegre, redundando em convocação para a Seleção Brasileira que disputou o Pan-Americano da Costa Rica em 1958. Contratado pelo Santos FC em 1960, substituiu o veterano Jair Rosa Pinto e integrou imediatamente um dos ataques mais prolíficos da história.

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    Papel tático: o “falso lento” que equilibrava o Santos

    Com 1,79 m e 68 kg, Mengálvio atuava como médio-volante, dimensão que hoje se aproxima do “segundo volante construtor”. Sua função envolvia:

    • Proteção à zaga – liberando Zito para pisar na área adversária;
    • Primeiro passe vertical – acelerando a transição para Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe;
    • Ritmo constante – condição que lhe valeu o rótulo de “falso lento”, pois mantinha intensidade regular sem picos de velocidade.

    A presença de um meio-campista que conjugava marcação e construção permitiu que o Santos sustentasse média de 3,23 gols por jogo quando o quinteto atuou completo.

    Raio-X do campeão

    Jogos pelo Santos (1960-1969): 369
    Gols marcados: 28
    Partidas com o Ataque dos Sonhos: 97 (68V-11E-18D)
    Títulos principais: 2 Mundiais (1962, 1963), 2 Libertadores (1962, 1963), 8 Campeonatos Brasileiros (então Taça Brasil), 8 Paulistas, 1 Recopa Sul-Americana.
    Seleção Brasileira: 9 jogos, campeão mundial em 1962 (reserva de Didi).

    Por que o legado ainda importa para o Santos

    No atual modelo de jogo do Santos – que busca recompor identidade ofensiva com marcação alta e saída qualificada – a figura de um volante que combine leitura defensiva e passe vertical continua vital. Ao revisitar Mengálvio, o clube encontra um benchmark histórico para formar meio-campistas capazes de oferecer o mesmo equilíbrio entre solidez atrás e criatividade à frente.

    Mengálvio o discreto componente do Ataque dos Sonhos – Santos Futebol Clube - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    Impacto futuro: inspiração para a base e posicionamento de marca

    O Centro de Memória alvinegro trabalha para integrar estatísticas do passado em conteúdos educacionais para as categorias sub-17 e sub-20. A celebração dos 87 anos de Mengálvio deve reforçar campanhas de engajamento que convergem história e modernidade, potencializando o Santos no branding digital e atraindo novos torcedores. A próxima etapa será usar esses ídolos como estudos de caso em clínicas de fundamentos para volantes, projetadas para 2026.

    Ao manter vivo o exemplo de Mengálvio, o Santos não apenas reconhece sua história, mas delineia parâmetros técnicos para o futuro: formar jogadores que compreendam a importância do equilíbrio tático em times naturalmente vocacionados ao ataque.

    Com informações de Santos Futebol Clube

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