Manchester (18/10/2025) — O Manchester City venceu o Everton por 2 a 0 no Etihad Stadium, com dois gols de Erling Haaland, alcançou 16 pontos e assumiu provisoriamente a liderança da Premier League. Apesar do resultado, o técnico Pep Guardiola admitiu preocupação com a escassez de artilheiros além do camisa 9, único jogador do elenco que já balançou as redes mais de uma vez no campeonato.
Por que a vitória acendeu um sinal de alerta interno
Haaland chegou a 11 gols em oito rodadas — média de 1,37 por partida —, mas o restante do elenco soma apenas quatro tentos, distribuídos entre Tijjani Reijnders, Phil Foden, Matheus Nunes e Rayan Cherki. Para Guardiola, a estatística expõe uma dependência que pode custar pontos contra rivais diretos como Liverpool, Arsenal e Tottenham.
Raio-X do ataque citizen
Produção ofensiva 2025/26 (Premier League)
- Gols totais do City: 15
- Erling Haaland: 11 (73% dos gols da equipe)
- Demais jogadores: 4
- Finalizações por jogo do City: 17,4 (3ª melhor marca da liga)
- Aproveitamento de chutes convertidos: 8,6% (apenas 9º no ranking)
Ranking individual de finalizações*
- Haaland – 36 chutes / 30 dentro da área
- Phil Foden – 12 chutes / 5 no alvo
- Jeremy Doku – 11 chutes / 2 no alvo
- Sávio – 9 chutes / 1 no alvo
*Dados da Opta até a 8ª rodada.
Impacto na tabela e na corrida pelo título
Com 16 pontos, o City superou Arsenal (16, saldo menor) e Liverpool (15). A liderança, entretanto, é temporária: Arsenal, Liverpool e Tottenham ainda atuam no fim de semana. Em um cenário realista, o City pode encerrar a 8ª rodada na quarta posição, caso todos os concorrentes vençam.
Imagem: Internet
O que Guardiola exige taticamente
Guardiola tem alternado entre o 3-2-4-1 em fase ofensiva e o tradicional 4-3-3 na recomposição. A configuração concede liberdade aos wings (Doku e Sávio) para atacar a última linha, enquanto Foden, Reijnders e Nunes ocupam o corredor central. Até aqui, porém, a movimentação não se traduz em gols: o City cria 2,4 chances claras por jogo, mas converte apenas 34% delas, abaixo da média histórica do time sob o comando do catalão (47%).
Próximos passos: calendário e riscos
Os citizens encaram o Wolverhampton fora de casa na 9ª rodada antes de um confronto direto contra o Tottenham, seguido de duelo com o Liverpool em Anfield. Se a ineficácia ofensiva persistir, a margem de erro de Haaland diminui, e a disputa pelo primeiro lugar pode se tornar ainda mais acirrada.
Conclusão prospectiva: a vitória sobre o Everton devolve o City ao topo, mas expõe um desafio estatístico: 73% dos gols passam pelos pés (e cabeça) de Haaland. Sem uma contribuição mais muscular de Foden, Doku e demais atacantes, o time de Guardiola corre o risco de perder eficiência justamente na fase em que a tabela promete confrontos diretos. Os próximos jogos serão termômetro para saber se o alerta se transforma em evolução tática ou em ponto fraco explorado pelos concorrentes.
Com informações de Liverpool.com