Buenos Aires (18.out.2025) — O Corinthians venceu o Deportivo Cali por 5 a 3 nos pênaltis, após empate sem gols no estádio Florêncio Sola, e conquistou seu sexto título da CONMEBOL Libertadores Feminina, o terceiro seguido, garantindo ainda vaga no primeiro Mundial de Clubes Feminino em janeiro de 2026.
Por que o hexa corintiano é um marco na modalidade
Com a taça de 2025, o Corinthians isola-se como maior vencedor da história da Libertadores Feminina, ultrapassando clubes tradicionais como São José-SP (3) e Ferroviária (2). O tricampeonato consecutivo (2023, 2024 e 2025) confirma a hegemonia das Brabas no continente e consolida um ciclo de excelência iniciado em 2017, quando o time ergueu seu primeiro troféu.
Raio-X da campanha 2025
Invencibilidade: o Corinthians terminou o torneio sem derrotas, com cinco vitórias e um empate.
Eficácia defensiva: durante toda a competição, a equipe sofreu apenas um gol em 540 minutos, segundo dados oficiais da CONMEBOL.
Artilharia: Gabi Zanotti fechou a Libertadores como artilheira, reforçando o protagonismo da camisa 10 no modelo de jogo.
Decisão nos pênaltis: 5-3 para o Timão. Sequência: Gabi Zanotti ✔ | Paola García ✔ | Vic Albuquerque ✔ | Ibargüen ✖ | Thaís Ferreira ✔ | Aponzá ✔ | Mariza ✔ | Perlaza ✔ | Jhonson ✔.
Desenho tático: como o Corinthians controlou a final
O técnico Arthur Elias manteve o 4-2-3-1 com posse sustentada. As laterais Tamires e Jheniffer garantiram amplitude, enquanto Duda Sampaio e Gabi Zanotti alternaram infiltrações entrelinhas. Mesmo encontrando um Deportivo Cali compacto em bloco médio, o Timão finalizou mais (11 x 6) e obrigou a goleira Agudelo a três defesas difíceis. A ausência de gols se explica mais pela eficiência colombiana na área do que por falta de criação corintiana.
Imagem: Internet
Impacto financeiro e estrutural
A premiação de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) representa quase o dobro do orçamento anual do departamento feminino em 2017, primeiro ano da parceria Corinthians/Audax. O valor pode ser reinvestido em:
- Renovação de contrato de atletas-chave como Gabi Portilho e Vic Albuquerque;
- Ampliação da infraestrutura no CT de Itaquera;
- Contratações visando o Mundial.
Olho no Mundial de Clubes Feminino 2026
A FIFA confirmou o torneio para janeiro de 2026, com oito participantes. O Corinthians junta-se a Chelsea (campeão da Champions 24/25) e Urawa Red Diamonds (Ásia) como representantes já garantidos. O calendário obrigará o Timão a antecipar a pré-temporada e a ajustar a preparação física, pois o Brasileiro Feminino costuma começar em março.
Próximos passos: a diretoria deve definir a permanência de Arthur Elias, alvo de seleções europeias, e mapear reforços para o setor defensivo, que pode perder a zagueira Érika por término de contrato em dezembro.
Com a conquista na Argentina, as Brabas não apenas ampliam sua coleção de troféus, mas também elevam o sarrafo competitivo do futebol feminino sul-americano às vésperas de um Mundial inédito. A forma como o clube gerenciará elenco, finanças e pré-temporada será determinante para que esse domínio continental se converta em protagonismo global em 2026.
Com informações de ESPN Brasil