Nottingham, 23 de outubro de 2025 — Em sua primeira partida sob o comando de Sean Dyche , o Nottingham Forest foi para o intervalo vencendo o Porto por 1 a 0, no City Ground, pela terceira rodada da fase de grupos da Liga Europa. O gol saiu aos 19 min, em pênalti convertido por Morgan Gibbs-White , e colocou fim à invencibilidade de 19 jogos dos portugueses na temporada.
O contexto da partida
O duelo reuniu dois campeões europeus em momentos distintos. Enquanto o Forest ocupa a zona de rebaixamento da Premier League, o Porto chegou a Nottingham com 26 gols marcados e apenas 2 sofridos em 11 jogos oficiais de 2025/26. Mesmo assim, Dyche optou por um 4-3-3 agressivo, pressionou alto e colheu o erro de Jan Bednarek, que tocou a mão na bola dentro da área.
Raio-X tático de Dyche-ball
- Formação: 4-3-3, com Hudson-Odoi e Ndoye bem abertos para alongar a linha defensiva do Porto.
- Função de Gibbs-White: meia central com liberdade para flutuar entrelinhas; sofreu e converteu o pênalti — seu 1º gol europeu.
- Zinchenko por dentro: lateral que fecha como meio-campista em fase ofensiva, gerando superioridade numérica contra o trio Varela-Froholdt-Rosario.
- Pressão inicial: 57 % de posse nos primeiros 15 minutos, maior marca do Forest em jogos continentais desde 1996.
Por que o Porto sentiu o golpe?
Esta é a primeira vez no ciclo de Sérgio Conceição em que a equipe sai perdendo antes do intervalo em 2025/26. A ausência do jovem cria Rodrigo Mora — no banco — reduziu a profundidade ofensiva. Sem referência móvel, Alan Varela arriscou chute de longa distância, exigindo defesa de Matz Sels, mas faltou volume pelo corredor direito, onde Pepe atuou improvisado.
Impacto na classificação do Grupo G
Se o resultado parcial se mantiver, o Nottingham Forest chegará a 6 pontos, igualando o Porto e inflamando a luta pela liderança. O critério de confronto direto pode ser decisivo, e a partida de volta no Dragão, daqui a duas semanas, ganhará status de “final antecipada”.
Olho no segundo tempo e nos próximos jogos
Conceição já sinaliza a entrada de Rodrigo Mora, artilheiro da última Youth League, para retomar a profundidade ofensiva. Dyche, por sua vez, deve reforçar a contenção com Ibrahim Sangaré na vaga de Anderson ou Douglas Luiz, mantendo a linha de cinco em momento defensivo sem abdicar da transição veloz.
Imagem: Internet
No horizonte, o Forest recebe o Everton pela Premier League no domingo, jogo crucial na briga contra o Z-3. O Porto encara o dérbi com o Boavista, precisando recuperar a confiança e defender a liderança da Primeira Liga.
Conclusão: A estreia de Sean Dyche não poderia ter roteiro mais simbólico — pressão alta, gol de pênalti e vantagem sobre um gigante continental. Resta saber se o Forest sustentará a intensidade e transformará o bom início em pontos que podem redesenhar não só o grupo da Liga Europa, mas também o próprio moral da equipe para a sequência da temporada.
Com informações de The Guardian