Nápoles, 24 de outubro de 2025 – Antonio Conte encerra nesta sexta-feira a preparação para o duelo direto contra a Inter, amanhã, no Estádio Diego Armando Maradona, ainda sem saber se poderá contar com seu artilheiro Rasmus Hojlund, fora das duas últimas partidas por fadiga muscular.
Por que a dúvida em Hojlund muda o plano de jogo
Hojlund somou 4 gols em 6 jogos pelo Napoli e oferece exatamente o perfil que o modelo de Conte precisa: profundidade, força física e ruptura em transição. Nas duas partidas sem o dinamarquês – derrotas para Torino e PSV –, a equipe perdeu agressividade vertical e viu o número de passes para o terço final despencar, segundo dados internos do clube. Com o atacante ainda em avaliação médica na atividade desta manhã, o departamento técnico admite que a decisão sobre sua utilização será tomada apenas após a última reavaliação fisiológica.
Raio-X: Hojlund 2025/26
• Gols pelo Napoli: 4 em 6 partidas (média de 0,66)
• Gols totais na temporada: 8 em 10 aparições (clube + seleção)
• Finalizações certas por jogo: 2,1 (dados da UEFA Champions League e Serie A)
• Velocidade máxima registrada: 34,7 km/h (tracking oficial da Serie A)
Esses indicadores ajudam a explicar por que Conte prefere contar com um 9 de origem: presença de área e capacidade de atacar profundidade, elemento que falta aos demais atacantes do elenco.
Quem pode assumir a função de falso nove
Sem Hojlund, Conte usou Lorenzo Lucca nas duas últimas partidas, mas o técnico já testou uma alternativa de falso nove durante a pré-temporada em Castel di Sangro. O leque de opções inclui:
- Kevin De Bruyne – Já atuou alguns minutos centralizado, oferecendo criatividade e chute de média distância.
- David Neres – Extremo canhoto capaz de infiltrar entre linhas e dialogar em tabelas curtas.
- Noa Lang – Velocista que acrescenta amplitude, mas também sabe flutuar na entrelinha.
A escolha por um falso nove implica mudanças no comportamento sem bola: pressão alta mais coordenada, mas menos referência para ligação direta. Com De Bruyne, por exemplo, o Napoli tende a povoar o corredor central em 4-2-3-1, enquanto Neres e Lang podem manter o 4-3-3, com falso 9 afundando zagueiros para abrir espaço aos meias.
O que está em jogo contra a Inter
A partida vale, na prática, o segundo lugar da Serie A. Para o Napoli, porém, o contexto é mais profundo: a goleada sofrida em Eindhoven expôs fragilidades psicológicas, e outra derrota poderia afastar a equipe do pelotão da liderança ainda em outubro. Além de Hojlund, Conte não terá Rrahmani e Lobotka; Lukaku também segue fora, reduzindo ainda mais a espinha dorsal. Do lado milanês, Simone Inzaghi chega embalado pela consistência defensiva (apenas 7 gols sofridos em 10 rodadas).
Imagem: Internet
Impacto na estratégia – Com menos presença física na área, Conte deve pedir amplitude máxima aos extremos e infiltração alternada de mezzalas para compensar a falta de referência. A gestão emocional será outro ponto crítico, já que o último jogo em casa sem Hojlund terminou em vaias da torcida.
Próximos capítulos – Se o dinamarquês não atuar, a expectativa é que retorne já contra o Lecce, oferecendo tempo para calibrar o ataque antes da sequência decisiva de Champions. Caso o falso nove funcione, Conte ganha uma variação tática para o restante da temporada, o que pode ser decisivo em maratona de jogos.
Independentemente da decisão final, a última sessão de treino desta sexta-feira definirá não apenas a escalação, mas o tom de uma partida que pode redesenhar as ambições do Napoli em 2025/26.
Com informações de Corriere dello Sport