Rio de Janeiro, 27 de abril de 2024 – O Flamengo venceu o Racing por 1 a 0, no Maracanã, pela ida da semifinal da Conmebol Libertadores, mas perdeu o centroavante Pedro por fratura no antebraço direito. O atacante ficará, a princípio, quatro semanas fora, desfalque que obriga o técnico Filipe Luís a reformular o setor ofensivo já para o duelo de volta, na próxima quarta-feira, em Avellaneda.
Entenda a lesão e o cronograma médico
Pedro deixou o gramado logo aos 6 minutos do segundo tempo, após choque aéreo. Exames de imagem confirmaram fratura sem desvio – quadro que dispensa cirurgia. O braço foi imobilizado para impedir rotação do osso, e o atacante seguirá reavaliações diárias. O período estimado de recuperação é de um mês, abrangendo:
- Volta da semifinal (Racing x Flamengo – 1/5)
- Duas rodadas do Brasileirão (Fortaleza e Corinthians)
- Possível final única da Libertadores, caso o Fla avance (data ainda a ser confirmada pela Conmebol)
Por que a ausência de Pedro pesa tanto?
Pedro é referência posicional no 4-2-3-1 rubro-negro. Sua presença fixa zagueiros, abre espaço para infiltrações de Everton Cebolinha e triangulações com Arrascaeta. Em 2024, ele soma:
Raio-X do camisa 9 em 2024
- 9 gols em 17 jogos (média de 0,53)
- 2 assistências
- 71% de aproveitamento nos duelos aéreos ofensivos
- Artilheiro da Libertadores 2022 com 12 gols – histórico que assusta rivais em mata-matas
Opções de Filipe Luís para o setor
Bruno Henrique reiterou publicamente que não deseja atuar como “camisa 9”. Dessa forma, o treinador avalia pelo menos três rotações táticas:
- Falso 9 com Arrascaeta – uruguaio recua para gerar superioridade no meio e atrai volantes adversários; alas avançam por dentro.
- Carrascal centralizado – meia colombiano pode ocupar o espaço entre zaga e meio, liberando Arrascaeta para flutuar pela esquerda.
- Garotos da base – o sub-20 conta com o centroavante Werton, destaque na Copinha; alternativa para manter referência física na área.
Impacto na estratégia contra o Racing
A vantagem mínima (1 a 0) obriga o Flamengo a equilibrar cautela defensiva com agressividade fora de casa. Sem Pedro, a equipe tende a:
Imagem: Internet
- Priorizar transições rápidas, explorando velocidade de Bruno Henrique e Luiz Araújo.
- Reduzir número de cruzamentos – foram 17 no jogo de ida; média pode cair para evitar faltas de presença de área.
- Aumentar circulação de bola por dentro, buscando infiltração curta e chutes de média distância.
Próximos jogos: por que o Fortaleza vira laboratório
No sábado, contra o Fortaleza, Filipe Luís terá primeiro teste real sem seu artilheiro. A partida deve servir para:
- Avaliar quem executa melhor a função de pivô ou falso 9.
- Ajustar entrosamento das linhas sem referência fixa.
- Mensurar condicionamento físico de Arrascaeta, que já acumula 20 gols em 2024 e pode ter minutagem controlada.
Conclusão prospectiva: A fratura de Pedro força o Flamengo a acelerar planos B e C para o ataque em plena reta decisiva de Libertadores. Se a adaptação for rápida, o Rubro-Negro mantém status de favorito continental; caso contrário, a dependência do camisa 9 ficará ainda mais exposta. O jogo-teste contra o Fortaleza e a volta na Argentina definirão o grau real de resiliência tática da equipe de Filipe Luís.
Com informações de NetFla