Londres (27.out.2025) — Após nove rodadas da Premier League 2025/26, o Arsenal abriu quatro pontos na liderança e já vê os principais concorrentes tropeçarem. A equipe de Mikel Arteta soma quase 800 dias no topo desde 2004, mas ainda persegue o primeiro troféu em 21 anos. O início dominante reacende a pergunta: o título está perto de ser decidido ainda em outubro?
Experiência e profundidade: lições dos vice-campeonatos
Arteta conhece bem o peso de liderar precocemente: foram três segundos lugares consecutivos, dois deles perdidos na reta final. Para 2025/26, o clube investiu mais de £250 milhões em nomes como Viktor Gyökeres, Eberechi Eze e Martín Zubimendi, ampliando a rotação e reduzindo o impacto de lesões que castigaram o elenco em anos anteriores (Kai Havertz e Martin Ødegaard, por exemplo, já desfalcaram o time, mas sem comprometer o rendimento).
O muro vermelho: defesa que lembra a era Wenger
O Arsenal sofreu apenas 3 gols em 13 partidas na temporada e só um em situações de bola rolando. A dupla William Saliba–Gabriel Magalhães consolidou o miolo de zaga, enquanto o goleiro Aaron Ramsdale atravessa fase de segurança rara. Essa solidez transformou o time num “Ebenezer Scrooge” defensivo: chances cedidas valem ouro.
Raio-X da corrida pelo título
- Arsenal – 1º lugar, 22 pts, 16 gols pró (2º melhor ataque), 3 gols contra (melhor defesa)
- Manchester City – 2º, 18 pts, Erling Haaland artilheiro (11 gols), mas dependência do norueguês e lesões de Rodri
- Liverpool – 3º, 15 pts, pior campanha que a de 2020/21 no mesmo recorte; Arne Slot ainda busca time-base
- Chelsea – 4º, 14 pts, queda de produção sem Cole Palmer e instabilidade defensiva
- Bournemouth – 5º, 14 pts, sem competições europeias e sob comando ofensivo de Andoni Iraola
Agenda crítica até o Natal
O líder encara uma sequência que pode definir sua margem de conforto:
- 01/11 – Burnley (fora)
- 08/11 – Sunderland (fora)
- 23/11 – Tottenham (casa)
- 30/11 – Chelsea (fora)
- 06/12 – Aston Villa (fora)
- 21/12 – Everton (fora)
- 27/12 – Brighton (casa)
São cinco compromissos longe do Emirates Stadium antes do Ano-Novo, incluindo rivais diretos e estádios historicamente adversos, como Villa Park.
Imagem: Internet
O que pode virar o jogo
Apesar da vantagem, o Arsenal ainda gera dúvidas ofensivas: é apenas 17º em gols de bola rolando na liga (5), sustentado por eficiência em bolas paradas. Caso Gyökeres continue com dificuldades para marcar, o time pode depender demais de escanteios e faltas laterais. Do outro lado, Manchester City possui histórico de arrancadas — em 2021/22 venceu 15 dos últimos 18 jogos — e só precisa de uma sequência de vitórias para recolocar pressão psicológica sobre os Gunners.
Perspectiva — Se atravessar outubro e novembro sem tropeços, o Arsenal transformará a atual vantagem em colchão de conforto para janeiro, quando a janela de inverno e possíveis lesões podem bagunçar a tabela. City, Liverpool e Chelsea precisam responder imediatamente; caso contrário, o roteiro deste ano pode escrever o primeiro título do clube do norte de Londres desde os Invincibles.
Com informações de The Guardian