Rio de Janeiro (RJ) – 29/10/2024. O Sesc RJ Flamengo iniciou a Superliga Feminina 2024 com vitória e mira um objetivo que não conquista desde 2001: levantar novamente o troféu mais importante do vôlei brasileiro. A equipe comandada por Bernardinho volta à quadra no dia 31 de outubro, às 21h, contra o Dentil/Praia Clube, no Tijuca Tênis Clube, em busca de manter a curva ascendente das últimas temporadas.
Jejum histórico e evolução recente
O Flamengo não ergue a taça da Superliga desde 2001, quando superou o Vasco em uma decisão estadual. De lá para cá, a equipe passou por reformulações e retomou espaço na elite apenas em 2021. O rendimento, porém, mostra tendência positiva:
- 2021/22: 4º lugar
- 2022/23: 4º lugar
- 2023/24: 3º lugar
- 2024/25 (em andamento): estreia com vitória sobre o Fluminense
O fator emocional segundo Helena
Ponteira e capitã do elenco, Helena avaliou, em entrevista ao “Basticast”, que a consistência psicológica foi determinante para a estreia vitoriosa sobre o Fluminense, rival que havia levado a melhor em todos os confrontos da temporada passada:
“A expectativa é a maior possível. Ficamos muito perto nos anos anteriores. Agora todo mundo enxerga o potencial que podemos alcançar”, resumiu a jogadora.
Ao superar o Tricolor, o Flamengo também quebrou um tabu interno — eram quatro derrotas seguidas para o adversário — reduzindo a pressão na largada do campeonato.
Raio-X da briga pelo título
Principais concorrentes (último pódio da Superliga):
- Dentil/Praia Clube – Campeão 2023/24, vice em 2021/22 e 2022/23
- Gerdau/Minas – Tricampeão 2018-2021, vice em 2023/24
- Sesi Bauru – Campeão da Copa Brasil 2023
O Praia Clube, próximo rival rubro-negro, chega ao Rio como atual campeão e dono do melhor aproveitamento de bloqueios da última temporada (2,9 pontos/set). Já o Flamengo fechou 2023/24 com o segundo melhor sistema defensivo em número de defesas por set (14,7), estatística que explica parte da evolução coletiva.
Imagem: Internet
Encaixe tático e os desafios contra o Praia Clube
Bernardinho preservou a espinha dorsal do ano passado – Roberta na armação, Helena e Milka na saída de rede – e adicionou a central norte-americana Jolyne Hyams para aumentar a variação ofensiva pelo meio. O duelo contra o Praia coloca em xeque dois pontos-chave:
- Recepção sob pressão: a oposta Brayelin Martínez, do Praia, liderou a Superliga passada com 5,2 pontos de saque por partida.
- Eficiência do side-out: Roberta distribuiu 57% das bolas para as extremidades na estreia; variação pelo meio pode quebrar o sistema de bloqueio mineiro.
Próximos passos e impacto para a tabela
Se confirmar a vitória diante do Praia Clube, o Flamengo assumirá provisoriamente a liderança e ganhará vantagem estratégica sobre rivais diretos, já que enfrentará, em sequência, dois times fora do G-8 (Pinheiros e Barueri). Em caso de tropeço, a equipe carioca seguirá no bloco dos quatro primeiros, mas obrigará um resultado positivo contra o Minas, atual vice-campeão, na sexta rodada.
Conclusão prospectiva: a união ressaltada por Helena, combinada ao crescimento estatístico do sistema defensivo, coloca o Flamengo entre os candidatos reais ao título após 23 anos de espera. O desempenho contra o Praia Clube deve servir de termômetro para medir até onde o projeto rubro-negro pode chegar nesta temporada – uma vitória robusta consolidaria o protagonismo; um resultado negativo exigirá ajustes rápidos antes da sequência de novembro.
Com informações de NetFla