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    Paulo Caleffi rebate impugnação da Chapa 2 e diz que pedido busca tumultuar eleição do Grêmio

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    PORTO ALEGRE (30/10/2025) – O candidato à presidência do Grêmio, Paulo Caleffi (Chapa 1), divulgou nota oficial nesta quinta-feira rebatendo o pedido de impugnação protocolado pela Chapa 2, liderada por Odorico Roman. Segundo Caleffi, a contestação “não se sustenta tecnicamente” e teria como objetivo “tumultuar o processo eleitoral”, cuja votação está marcada para 8 de novembro.

    Por que a Chapa 2 pediu a impugnação?

    O documento entregue por Odorico Roman ao Conselho Deliberativo alega que Luigi Antonio Gerace, indicado como um dos vice-presidentes da Chapa 1, estaria impedido de concorrer por conflito de interesses: o filho de Gerace atua profissionalmente como agente de jogadores de futebol. De acordo com o artigo que trata de impedimentos no estatuto gremista, dirigentes não podem ter parentes de primeiro grau em atividades que potencialmente colidam com decisões do futebol profissional.

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    O que diz o estatuto do Grêmio sobre conflito de interesses

    O Estatuto Social do Grêmio (versão 2019) prevê, no capítulo VIII, que “membros da Diretoria não podem manter vínculos profissionais ou empresariais que conflitem com a gestão de atletas, direitos econômicos ou negociações do clube”. Entretanto, há divergências jurídicas sobre se o grau de parentesco e a atividade de um terceiro configuram impedimento direto. Por isso, o Conselho de Administração deve solicitar parecer da Comissão Eleitoral antes de acatar ou rejeitar a impugnação.

    Histórico dos protagonistas

    Paulo Caleffi – 58 anos, ex-diretor jurídico do clube entre 2021 e 2023. Ficou marcado por liderar a reestruturação de contratos após o rebaixamento de 2021.
    Odorico Roman – 60 anos, vice-de futebol em 2016–2017, período do título da Libertadores. Concorre novamente após perder o pleito de 2019.

    Raio-X da eleição 2025

    • Sócios aptos a votar: aproximadamente 92 mil (dados do quadro social publicados no Balancete 2024).
    • Modelo de votação: presencial na Arena e digital via plataforma oficial.
    • Cadeira em disputa: Presidência do Conselho de Administração para mandato 2026-2027, além de 9 vice-presidências setoriais.
    • Cenário atual: apenas duas chapas homologadas; eventual impugnação de qualquer membro pode levar à recomposição ou exclusão da chapa, conforme o regimento.

    Impacto esportivo: por que a eleição mexe com o time em campo

    O Grêmio encerra 2025 disputando vaga direta na Libertadores 2026 – é o 4.º colocado do Brasileirão após 31 rodadas. A Loja de Contratações abre em 11 de janeiro e a nova diretoria definirá orçamento, renovações e potenciais saídas. Qualquer incerteza jurídica no processo eleitoral pode:

    • Postergar decisões sobre usuários de fim de contrato, como o lateral-direito João Pedro Galvão.
    • Complicar planejamento de pré-temporada, já agendada para 5 de janeiro em Bento Gonçalves.
    • Interferir em negociações de mercado; agentes evitam avançar sem aval da próxima gestão.

    Próximos passos na disputa

    A Comissão Eleitoral tem até 72 horas para notificar oficialmente a Chapa 1. Caso aceite a impugnação, Caleffi poderá substituir o nome contestado ou recorrer ao Conselho Deliberativo. Se rejeitar, o processo segue para votação normal em 8 de novembro. Nos bastidores, ambos os grupos intensificam contato com sócios indecisos – estimados em 40% pelo último levantamento interno.

    Conclusão prospectiva: O desfecho da impugnação definirá não apenas a legitimidade das chapas, mas também a velocidade de decisões estratégicas para 2026, como o teto de investimento em reforços e a continuidade do técnico Renato Portaluppi. Qualquer atraso pode custar pontos no planejamento esportivo, tornando o acompanhamento do processo decisivo para quem projeta o futuro do Grêmio.

    Com informações de Portal do Gremista

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