Buenos Aires, 15/07/2026 – A Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1, de virada, nesta quarta-feira (15), e assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026, a segunda decisão consecutiva disputada pela equipe comandada por Lionel Scaloni.
Como a partida se decidiu em dez minutos
A Inglaterra saiu na frente aos 9 minutos do segundo tempo, com Anthony Gordon. A reação começou quando Lionel Messi, atuando como armador, cobrou escanteio curto que resultou no potente arremate de Enzo Fernández para empatar o placar. Aos 46 minutos, o capitão alçou a bola na área e Lautaro Martínez testou para o fundo das redes, selando a virada.
Por que a vitória é estratégica para a Albiceleste
Desde a fase de grupos, a seleção argentina se habituou a reverter cenários adversos. Já havia passado por momentos de pressão diante de Cabo Verde e Egito nas oitavas e quartas, respectivamente, e superado a Suíça nas oitavas de final. O resultado contra a Inglaterra confirma:
- Resiliência competitiva: a equipe saiu atrás em três dos últimos quatro jogos, mas venceu todos.
- Gestão de elenco: veteranos como Messi seguem decisivos, enquanto atletas da geração campeã olímpica de 2024 (caso de Enzo) assumem protagonismo.
- Eficiência em bolas paradas: os dois gols nasceram de lances iniciados por Messi em jogadas estáticas, elemento que tornou-se arma recorrente de Scaloni.
Raio-X da campanha argentina até a final
Fase de grupos: 1ª colocação, com vitórias sobre Cabo Verde e Egito e empate com Suíça.
Mata-matas:
- Oitavas – Argentina 1 x 0 Suíça
- Quartas – Argentina 2 x 1 Egito
- Semi – Argentina 2 x 1 Inglaterra
Principais números (até a semifinal):
- Gols marcados: 9
- Gols sofridos: 3
- Aproveitamento: 88%
O que esperar da final contra a Espanha
A decisão colocará frente a frente duas filosofias contrastantes. A Espanha de posse prolongada, conhecida por altas médias de passes completados, versus a Argentina, que alterna pressão alta e transições rápidas quando recupera a bola. Além disso, a final reabre um contexto histórico: será o primeiro encontro em fases decisivas de Copa entre ex-colônia e ex-metrópole.
Imagem: Gabriela Brizotti
Scaloni deverá manter o tripé de meio-campo Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister para igualar a densidade espanhola por dentro. Já Messi pode voltar a atuar como falso 9 para atrair zagueiros e abrir espaços a Lautaro.
Impacto político-social no país
Com o país enfrentando turbulências econômicas e debates intensos no governo de Javier Milei, a classificação gerou alívio temporário nas ruas de Buenos Aires, segundo depoimentos de torcedores ouvidos pela reportagem. A conquista de um bicampeonato consecutivo poderia fortalecer ainda mais o sentimento de unidade nacional em meio às dificuldades internas.
Conclusão prospectiva: a Argentina chega à decisão com moral elevada, mas consciente de que repetirá o mantra adotado desde a fase de grupos — humildade e intensidade. Caso conquiste o título, Messi e Scaloni alcançarão a rara façanha de erguer duas Copas seguidas, feito que não ocorre desde o Brasil em 1958-1962, colocando a Albiceleste em um novo patamar histórico.
Com informações de Trivela