Scaloni encontrou uma resposta, mas ainda esconde duas dúvidas para a Argentina

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Buenos Aires (11.jul.2026, 09h30) – A seleção argentina encara a Suíça neste sábado (11), às 22h (de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois da virada por 3 × 2 sobre o Egito nas oitavas, o técnico Lionel Scaloni encontrou no volante Leandro Paredes a peça de equilíbrio do meio-campo, mas ainda mantém duas disputas abertas no time titular: Nahuel Molina ou Gonzalo Montiel na lateral direita e Julián Álvarez ou Lautaro Martínez no comando do ataque.

Paredes consolida o eixo do meio-campo

Ao substituir Thiago Almada por Paredes, Scaloni ganhou maior controle da posse e proteção defensiva. Contra o Egito, o camisa 5:

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  • acertou 97% dos 115 passes tentados;
  • recuperou 11 bolas, maior número da equipe;
  • assumiu a saída de três quando Cristian Romero virou atacante improvisado na reta final.
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Com o ex-Boca Juniors na base da jogada, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister puderam ocupar zonas mais avançadas, aumentando a presença na área adversária. A movimentação reduziu a desorganização vista diante de Cabo Verde, embora os africanos tenham novamente explorado espaços entre as linhas argentinas.

Lateral direita: Molina sente a pressão, Montiel ganha terreno

Nahuel Molina foi titular nas oitavas, mas perdeu duelos diretos e sofreu na recomposição. Gonzalo Montiel entrou no segundo tempo, fechou o corredor e participou da construção do gol da virada. O histórico recente pesa a favor de Montiel, que já decidiu mata-mata em 2022, mas Scaloni costuma priorizar o entrosamento ofensivo de Molina com De Paul.

Centroavante: Julián x Lautaro – eficiência ou presença física?

Julián Álvarez corre mais sem bola, pressiona a saída adversária e encaixa melhor no 4-3-3 de posse. Lautaro Martínez, por outro lado, mudou o jogo contra o Egito: assistência para Alexis e participação direta no terceiro gol. A decisão envolve estilo de jogo: mobilidade para abrir espaço a Messi ou referência para segurar a zaga suíça.

Raio-X do mata-mata albiceleste

  • 2 jogos, 2 vitórias por 3 × 2 (Cabo Verde e Egito);
  • 4 gols sofridos – média de 2,0, pior que a da fase de grupos (0,67);
  • Média de 63% de posse de bola e 11 finalizações certas por partida;
  • Messi: 2 gols e 1 assistência, participação direta em 50% dos gols no mata-mata.

O que muda contra a Suíça

A Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis após empate em 1 × 1 e se caracteriza por bloco médio-baixo e transições rápidas com Embolo e Vargas. O equilíbrio dado por Paredes é vital para evitar contra-ataques, mas a escolha do lateral direito também interfere: Montiel é defensivamente mais seguro, enquanto Molina oferece profundidade contra uma defesa compacta.

Projeção: impacto para a semifinal

Se confirmar o favoritismo, a Argentina cruza com Inglaterra ou Noruega. A consolidação de Paredes tende a permanecer, mas a dúvida nas outras duas posições pode reaparecer a cada adversário. Manter o time estável em meio a decisões sucessivas será determinante para sustentar o sonho do tricampeonato.

Com informações de Trivela

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