Barcelona e Anthony Gordon entraram em acordo no início da temporada 2026/27, selando uma transferência de 80 milhões de euros (cerca de R$ 467 milhões). No entanto, a Copa do Mundo de 2026, disputada neste mês de junho, tem exposto oscilações do atacante de 25 anos, titular da seleção inglesa sob comando de Thomas Tuchel. Em duas partidas – vitória por 4 × 2 sobre a Croácia e empate sem gols com Gana – o ponta-esquerda somou poucos lances de perigo, levantando questionamentos sobre seu momento justamente às vésperas de vestir a camisa blaugrana.
Por que a Copa virou teste de fogo para Gordon
Ao convocar Gordon, Tuchel buscava velocidade, agressividade e pressão sem bola – virtudes exibidas no Newcastle desde 2023. Contudo, o ponteiro ainda não replicou tais virtudes em solo mundial:
- Inglaterra 4 × 2 Croácia: apenas 17 toques, 2 finalizações e 4/6 dribles completos antes de ser substituído por Marcus Rashford.
- Inglaterra 0 × 0 Gana: desarmado 12 vezes em 41 ações ofensivas e o primeiro chute a gol só no segundo tempo.
O treinador defendeu o atleta, ressaltando que ele “era a maior ameaça na pressão”. Ainda assim, a continuidade como titular diante do Panamá, sábado (27), permanece em aberto.
Raio-X do reforço de 80 milhões de euros
Idade: 25 anos (24/02/2001)
Posição de origem: ponta-esquerda (atuou centralizado em 16 de 46 jogos na última temporada)
Premier League 2023/24: 11 gols e 10 assistências*
Eficiência: 19 grandes chances desperdiçadas nas últimas duas edições de Premier League
Participação defensiva (2023/24): 0,8 desarmes e 0,7 interceptações por 90 min
*Dados públicos da Premier League
Como Gordon se encaixa no Barcelona de Hansi Flick
Flick adota pressing alto e amplitude ofensiva. Nessa lógica, Gordon oferece:
- Pressão coordenada: índice elevado de sprints e recuperação pós-perda, algo valorizado pelo treinador.
- Versatilidade: pode cobrir a ponta esquerda – reduzindo a dependência de Raphinha – ou funcionar como “falso 9” móvel quando Flick optar por mais dinamismo no lugar de um 9 de referência.
- Histórico físico positivo: o inglês perdeu apenas três partidas por lesão nas últimas duas temporadas, importante para um elenco que sofreu com ausências em 2025/26.
O maior desafio será a criação em blocos baixos – cenário recorrente em La Liga. Diferente da Premier League, a liga espanhola apresenta linhas defensivas compactas que exigem associatividade curta e leitura de espaço entrelinhas, pontos ainda em evolução no repertório do ex-Newcastle.
Imagem: IMAGO
Situação da Inglaterra no Grupo L
Classificação após 2 rodadas
1º Inglaterra – 4 pts (saldo +2)
2º Gana – 4 pts (saldo 0)
3º Croácia – 3 pts
4º Panamá – 0 pt (eliminado)
Se vencer o Panamá, a equipe de Tuchel confirma o primeiro lugar. Caso empate, dependerá do saldo em relação a Gana. A briga por minutos entre Gordon e Rashford pode definir o desenho ofensivo da seleção já nas oitavas.
Próximos capítulos: o que observar
A atuação de Anthony Gordon contra o Panamá será termômetro imediato para sua permanência no onze inicial da Inglaterra e, indiretamente, sinalizará ao Barcelona quão pronto o atacante chega para ser competitivo desde o primeiro dia na Catalunha. Se corresponder, reforça o alto investimento; se insistir nas oscilações, Flick poderá optar por inserção gradual, explorando o inglês primeiramente como peça de rotação e pressão alta em jogos específicos.
Com informações de Trivela