Miami (EUA), 21.jun.2026 – Com a vitória por 3 × 0 sobre o Haiti, a seleção brasileira chegou a quatro pontos no Grupo C e decidirá sua posição definitiva na próxima quarta-feira (24), às 19h (de Brasília), diante da Escócia, no Estádio de Miami. O resultado dessa partida – e o saldo de gols paralelos de Marrocos contra o já eliminado Haiti – determinará se o Brasil cruzará o caminho de Holanda, Japão ou até mesmo da líder do Grupo E na estreia do mata-mata.
Por que o duelo com a Escócia redefine a rota brasileira
O Grupo C chega à rodada final com Brasil e Marrocos empatados em pontos (4), mas com os sul-americanos à frente pelo número de gols marcados. Veja as possibilidades:
- 1º lugar – Vitória sobre a Escócia e manutenção do saldo superior ao de Marrocos;
- 2º lugar – Empate com a Escócia, desde que Marrocos vença o Haiti;
- 3º lugar – Derrota para a Escócia somada a triunfo marroquino.
Independentemente da posição, o Brasil já garantiu no mínimo a condição de um dos oito melhores terceiros colocados, graças à distância de pontos para o lanterna Haiti.
Raio-X dos prováveis adversários do Grupo F
Holanda e Japão dividem a liderança da chave com quatro pontos e saldo +4. O critério de desempate é gols marcados (7 × 6 para os neerlandeses) e, na sequência, fair play.
Holanda – ataque envolvente, defesa vulnerável pelo alto
- Melhor ataque da Copa ao lado da Alemanha (7 gols);
- Cody Gakpo e Brian Brobbey somam 4 gols combinados;
- Invicta em 14 jogos consecutivos em Mundiais, nova marca histórica;
- Mostrou dificuldade nas bolas aéreas – foram 3 finalizações japonesas de cabeça na estreia.
Japão – intensidade e transições letais
- Aplicou 4 × 0 na Tunísia e sustentou 2 × 2 eletrizante contra a Holanda;
- Mesmo sem nomes como Wataru Endo e Kaoru Mitoma, mantém média de 17,6 desarmes certos por jogo;
- Ayase Ueda lidera o time com 3 gols e 1 assistência;
- Venceu o Brasil em amistoso (out/2025) que já contava com Carlo Ancelotti no banco.
Brasil em números: onde a seleção evoluiu e o que ainda preocupa
Os três pontos somados contra o Haiti trouxeram alívio, mas também expuseram ajustes pendentes:
Imagem: Rafael Ribeiro
| Indicador | Média BR na Copa | Top 5 seleções |
|---|---|---|
| Gols marcados | 2,0 | 3,2 |
| Finalizações sofridas | 11,5 | 9,1 |
| Eficiência nos cruzamentos defensivos | 47 % | 55 % |
As ausências de Wesley (lateral) e possivelmente de Raphinha para o mata-mata forçaram Ancelotti a adaptar Danilo à direita e recuar Vinicius Júnior em fase defensiva. Essa engenharia tática reduziu o espaço para transições, mas protegeu melhor as costas de Marquinhos e Beraldo.
Se terminar em 3º: líderes de E, I ou A entram no radar
Caso o Brasil caia para a terceira colocação, a FIFA utiliza um chaveamento especial que coloca o melhor terceiro contra o líder do Grupo E. Hoje, isso significaria Alemanha. Se outro terceiro tiver campanha superior, a seleção pode ser realocada para enfrentar o 1º de I (França) ou de A (Canadá), mantendo a ordem de prioridade.
Projeção de chave além dos 16-avos
Confirmada a vaga contra Holanda ou Japão, o caminho mais provável nas oitavas aponta para França (2º do Grupo I) ou Costa do Marfim (2º do Grupo E). O cenário reforça a importância da liderança do Grupo C: evitá-la significaria inverter lados da chave e possivelmente encontrar seleções teoricamente menos testadas, como Coreia do Sul (2º-A) ou Suíça (2º-B).
Conclusão prospectiva: a partida contra a Escócia não vale apenas a liderança do grupo, mas pode determinar se o Brasil enfrentará, já na estreia do mata-mata, um dos ataques mais produtivos do torneio ou uma seleção asiática em pleno crescimento tático. A forma como Ancelotti administrará a rotação do elenco, especialmente no setor ofensivo sem Raphinha, e as respostas defensivas a bolas aéreas serão cruciais para que a seleção mantenha viva a busca pelo hexacampeonato.
Com informações de Trivela