Fato principal: a Seleção Brasileira enfrentará o Japão na próxima segunda-feira (29), às 14h, em Houston, no início do mata-mata da Copa do Mundo de 2026, que agora conta com 32 equipes na segunda fase após a ampliação para 48 participantes.
Brasil e Japão abrem nova fase do Mundial
Com sete pontos e a liderança do Grupo C, o Brasil de Carlo Ancelotti avançou depois de empatar com Marrocos e vencer Haiti e Escócia por 3 a 0. O Japão, invicto em sua chave, reencontra a Seleção oito meses após a vitória nipônica por 3 a 2 em amistoso realizado em Tóquio (out/2025). O duelo será em jogo único; empate leva à prorrogação e, se necessário, pênaltis.
Por que o Japão merece atenção tática
• Pressão alta e transições rápidas: sob o técnico Hajime Moriyasu, a equipe costuma alternar bloco médio com pressão no portador, explorando a velocidade de Kaoru Mitoma e Takefusa Kubo pelos lados.
• Bola parada ofensiva: cinco dos oito gols japoneses na fase de grupos vieram de escanteios ou faltas laterais.
• Histórico recente: o 3 a 2 de 2025 expôs vulnerabilidade defensiva brasileira na cobertura dos laterais – ponto que o assistente técnico Davide Ancelotti analisou em vídeo na preparação desta semana.
Raio-X dos números
Brasil na 1ª fase
– Gols marcados: 6 | Gols sofridos: 1
– Finalizações por jogo: 17,3 (9,0 no alvo)
– Aproveitamento de posse: 59%
Japão na 1ª fase
– Gols marcados: 8 | Gols sofridos: 3
– Finalizações por jogo: 14,1 (6,4 no alvo)
– Contra-ataques que resultaram em finalização: 7 (líder do torneio)
Caminho brasileiro até a final
• Segunda fase (32-avos): Japão
• Oitavas de final: Costa do Marfim ou Noruega
• Quartas de final: vencedor de México x Equador vs Inglaterra x RDC Congo
• Semifinal potencial: Argentina, Austrália, Egito ou Cabo Verde
O chaveamento manteve Alemanha, França, Espanha e Portugal no lado oposto, adiando um eventual confronto até uma possível decisão em 19 de julho, em Nova Jersey.
Imagem: Rafael Ribeiro
Impacto para Carlo Ancelotti e a comissão
1. Gestão física: com oito partidas até a taça, o rodízio entre laterais (Danilo, Yan Couto) e meio-campistas (Bruno Guimarães, João Gomes) ganha peso para evitar desgaste.
2. Ajustes defensivos: o único gol sofrido – de bola aérea contra Marrocos – levou à inclusão de treinos específicos de marcação por zona.
3. Monitoramento de cartões: três titulares entram pendurados; a comissão analisa possíveis substituições preventivas caso avance.
Próximos capítulos
Se superar o Japão, o Brasil terá quatro dias até as oitavas, período curto para recuperação e estudo de Costa do Marfim ou Noruega – seleções de perfis físicos e táticos opostos. A comissão já destacou olheiros nas partidas de terça-feira (30) para coleta de dados em tempo real, sinalizando uso intensivo de análise de desempenho na tomada de decisão imediata.
Conclusão prospectiva: o cruzamento inicial sem potências europeias oferece à Seleção um caminho teoricamente mais brando, mas a lembrança da derrota recente para o Japão serve de alerta. A maneira como Ancelotti equilibra minutagem e corrige vulnerabilidades nas transições defensivas será determinante para manter o Brasil vivo rumo à final de Nova Jersey.
Com informações de Portal do Gremista