Quem: Marc Cucurella, lateral-esquerdo do Chelsea e da seleção espanhola. O que: consolidou-se como titular absoluto da Fúria. Quando: no ciclo iniciado após a Euro 2024, mirando a Copa do Mundo de 2026. Onde: Centro de Treinamento da seleção em Las Rozas, Espanha. Por quê: entrega defensiva consistente e leitura tática preencheram a lacuna crônica da lateral esquerda espanhola.
Da base culé ao posto de pilar da Fúria
Cucurella passou por Espanyol, Barcelona, Eibar, Getafe e Brighton antes de chegar ao Chelsea em 2022 por mais de €65 milhões. Em todos esses clubes, não conquistou destaque pelos testes físicos – “não é rápido nem forte”, como admitiu seu ex-técnico Mendilibar –, mas por inteligência posicional e intensidade. Essa combinação, somada à experiência adquirida na Premier League, tornou-o solução inesperada para a Espanha depois de tentativas frustradas com Jordi Alba, José Gayà, Alejandro Balde e Alex Grimaldo.
Por que Luis de la Fuente bancou Cucurella?
O treinador trabalhou com o atleta nas seleções sub-19 e sub-21 e conhece de perto sua disciplina tática. Na primeira oportunidade pós-Euro, De la Fuente testou o camisa 3 contra Brasil e nos amistosos pré-Euro 2024; o rendimento elevou os índices defensivos da equipe (média de 0,6 gol sofrido por jogo com Cucurella em campo, ante 1,1 sem ele no mesmo período). Além disso, o lateral oferece amplitude ao ataque sem comprometer a transição defensiva, característica valorizada no 4-3-3 espanhol.
Raio-X de Marc Cucurella
- Idade em 2026: 27 anos
- Partidas pela seleção principal: 18
- Títulos de clubes mais relevantes: Mundial de Clubes 2025, Conference League 2024
- Jogos pela Premier League: +100
- Cruzamentos certos na temporada 2024/25 pelo Chelsea: 1,7 por jogo (Premier League)
- Desarmes bem-sucedidos: 2,2 por jogo (Premier League 24/25)
Impacto projetado para a Copa de 2026
Com a lateral estabilizada, De la Fuente pode manter a saída de bola em três (Cucurella fechando na linha com Rodri) ou avançar o jogador para criar superioridade numérica no meio, estratégia que deu resultado na Euro. A presença do ex-Barcelona libera Lamine Yamal ou Nico Williams pelo flanco oposto, aumentando o potencial ofensivo. Se mantiver a consistência exibida desde 2024, Cucurella reduz uma das poucas dúvidas do elenco espanhol, apontado pelas casas de aposta como um dos favoritos ao título.
Imagem: David Ramirez
Ao transformar um ponto frágil em trunfo, a Espanha chega ao Mundial com 11 titulares claramente definidos, algo que não acontecia desde 2010. O próximo amistoso, em junho, contra a Argentina, testará a solidez desse novo desenho — oportunidade final para Cucurella provar que a vaga é definitivamente sua.
Com informações de Trivela