VANCOUVER (CAN), 21/06/2026 – Com um gol e uma assistência de Mohamed Salah no segundo tempo, o Egito virou sobre a Nova Zelândia por 3 × 1, pela 2ª rodada do Grupo G da Copa do Mundo, alcançou sua primeira vitória em Mundiais e passou a depender de um empate contra o Irã para avançar de fase.
Como a partida se desenrolou
• 1º tempo: Finn Summan abriu o placar para os neozelandeses, que foram superiores em transições rápidas e exigiram duas defesas de Mostafa Shobeir.
• Intervalo: O Egito, que finalizou pouco nos 45 minutos iniciais, voltou com postura mais agressiva.
• 2º tempo: Em 21 minutos, os Faraós já haviam virado: Ziko empatou de cabeça (12’), Salah fez o 2º após tabela curta (21’) e, nove minutos depois, escanteio cobrado pelo capitão encontrou Trézéguet para fechar o marcador.
Por que a virada foi histórica
Esta é a primeira vitória egípcia em Copas do Mundo após 91 anos e 8 partidas (0V-2E-6D). O feito recoloca a seleção africana numa zona de classificação que não alcança desde que o formato de grupos foi instituído, em 1934.
Raio-X estatístico
Produção ofensiva pós-intervalo
- Finalizações do Egito: 10 (2ºT) — 3 a mais que em todo o 1º tempo.
- Salah: 1 gol, 1 assistência, 3/4 dribles completos, 4 chutes (2 no alvo).
- Ziko: 1 gol, 1 passe decisivo, 100 % de aproveitamento nos duelos aéreos.
- Nova Zelândia: apenas 1 finalização após levar a virada.
Impacto na tabela do Grupo G
• Egito: 4 pontos, saldo +2, enfrenta o Irã na última rodada.
• Nova Zelândia: 1 ponto, saldo –2, joga contra a Bélgica e precisa vencer para ter chances matemáticas.
O resultado pressiona Bélgica e Irã, que se enfrentam nesta segunda-feira. Caso a partida termine empatada, os egípcios entram em campo já garantidos no mata-mata.
Imagem: IMAGO
O que esperar dos próximos jogos
1. Salah em busca de recorde nacional: com 56 gols pela seleção, o camisa 10 precisa de mais um para igualar Hossam Hassan (57) como maior artilheiro da história do Egito.
2. Marmoush em sinal de alerta: o atacante do Manchester City finalizou 8 vezes em duas rodadas e ainda não acertou a meta; a comissão técnica estuda liberá-lo para atuar mais próximo de Salah, reduzindo a distância entre as linhas.
3. Nova Zelândia sob pressão defensiva: depois de sofrer 4 dos 5 gols do grupo na segunda etapa, o técnico Darren Bazeley deve reforçar a marcação pelo lado direito, onde Salah e Hany construíram 62 % dos ataques egípcios.
Se repetir a intensidade mostrada no segundo tempo em Vancouver, o Egito tem boas chances de confirmar a vaga inédita nas oitavas já na próxima rodada e, de quebra, ver seu capitão alcançar mais um marco pessoal. Para a Nova Zelândia, restará buscar o primeiro triunfo de sua história em Copas diante de uma Bélgica que pode chegar necessitando de resultado.
Com informações de Trivela