Por que a temida Espanha ainda não apareceu na Copa do Mundo

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Guadalajara (26.jun.2026) — A Espanha venceu o Uruguai por 1 a 0, assegurou a liderança do Grupo H com sete pontos e avançou invicta aos 16-avos de final da Copa do Mundo, mas o desempenho aquém do esperado mantém dúvidas sobre a real força da equipe de Luis de la Fuente.

Defesa implacável, ataque contido

Mesmo sem sofrer gols — feito inédito para La Roja em fases de grupos de Mundial —, o time produziu apenas seis finalizações (uma certa) diante de um Uruguai que pressionou alto e interrompeu o ritmo espanhol com 20 faltas. A vitória, construída em cenário físico e truncado, mostrou capacidade de adaptação, mas também escancarou a dificuldade de impor o habitual jogo de posse e circulação.

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Lesões minam a velocidade pelos lados

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Lamine Yamal e Nico Williams, principais responsáveis pela agressividade pelos flancos no ciclo campeão da Euro-2024 e da Nations League, chegaram ao torneio em recuperação física. O resultado é visível: Yamal perdeu 10 de 17 duelos terrestres e acertou apenas 5 de 12 dribles contra os uruguaios; Nico soma só 52 minutos em campo após três rodadas. Sem a ruptura individual da dupla, a Espanha volta a girar a bola em “U” e encontra poucos espaços entre as linhas rivais.

Meio-campo sem a mesma tração

Rodri — pilar na saída de bola — também sente a parte física e arrisca menos passes verticais. Pedri, deslocado para zonas mais adiantadas, participa pouco da construção e foi substituído após uma hora de jogo. A terceira peça do setor segue indefinida: Fabián Ruiz, Dani Olmo e Mikel Merino se revezaram sem convencer, deixando o coração do modelo espanhol irregular.

Raio-X da campanha espanhola na fase de grupos

  • Jogos: 3 (2V-1E, 7 pts)
  • Gols pró: 5 | Gols contra: 0
  • Média de finalizações por jogo: 11,3
  • Precisão de passes: 88 %
  • Expected Goals (xG) total: 4,2 (StatsPerform)
  • Jogador com mais minutos: Aymeric Laporte (270’)

O que muda no mata-mata

A tendência é de cruzamento com a segunda colocada do Grupo G — possibilidade que inclui Portugal, Colômbia, Croácia ou Inglaterra. Todos apresentam blocos médios ou altos de pressão e transição veloz, precisamente o cenário que mais incomodou a Espanha até aqui. A comissão técnica trabalha para aumentar a minutagem de Nico Williams e reequilibrar a presença de Pedri mais recuado, tentando devolver verticalidade ao passe interior.

Perspectiva: se mantiver a solidez defensiva e recuperar intensidade pelos lados, La Roja voltará a figurar entre as candidatas naturais ao título. Caso contrário, o torneio de mata-mata tende a expor o atual descompasso entre posse de bola e criação efetiva, reduzindo a margem de erro contra seleções de maior poder de transição.

Com informações de Trivela

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