Rio de Janeiro (RJ), 18/04/2026 – O Flamengo aprovou por unanimidade, neste sábado, a aposentadoria definitiva da camisa 14 do seu time de basquete, eternizando o número utilizado por Oscar Schmidt entre 1999 e 2003. A decisão veio um dia depois do falecimento do ex-jogador, aos 68 anos, em São Paulo, e marca a principal homenagem do clube à maior lenda do basquete brasileiro.
Por que a camisa 14 foi eternizada
O número 14 acompanha a imagem de Oscar Schmidt desde a década de 1980, quando o ala se consolidou como um dos maiores pontuadores do mundo. No Flamengo, a presença de Oscar coincidiu com um período de reconstrução da modalidade: o Rubro-Negro ainda buscava retomar protagonismo nacional após a extinção da antiga equipe nos anos 1990. A chegada do “Mão Santa” impulsionou público, patrocínios e visibilidade, fatores que ajudaram a pavimentar o atual projeto multicampeão do clube.
Homenagem também no futebol
Para ampliar a reverência, o departamento de futebol rubro-negro confirmou que Giorgian De Arrascaeta entrará em campo com a camisa 14 neste domingo (19), contra o Bahia, pela 12ª rodada do Brasileirão, no Maracanã. O gesto é pontual: o meia seguirá vestindo a 14 apenas nessa partida, reforçando o tributo institucional que envolve todo o clube.
Oscar Schmidt em números
• Pontos na carreira profissional: 49.973 (recorde absoluto até 2024, quando foi superado por LeBron James).
• Temporadas pelo Flamengo: 4 (1999 a 2003).
• Jogos oficiais pelo Fla: 133 – média de 28,4 pontos por partida.
• Participações em Olimpíadas: 5 (Recorde compartilhado no basquete masculino).
• Pontos pela Seleção Brasileira: 7.693 – maior marca da história da equipe nacional.
A tradição de aposentar números no basquete – e o caso rubro-negro
A prática de retirar números de circulação é comum na NBA, mas ainda pouco frequente no Brasil. Com a decisão, o Flamengo segue passos de clubes como o Bauru, que aposentou a 14 de Larry Taylor, e cria um precedente interno: até então, apenas a camisa 12 da torcida (“Nação”) estava fora de uso em todas as modalidades. A iniciativa posiciona o Fla como pioneiro entre as equipes de NBB na valorização institucional de ídolos históricos.
Impacto para o projeto de basquete rubro-negro
Além do simbolismo, a homenagem pode fortalecer a estratégia de branding do clube. A camisa 14 deixa de ser comercializável para atletas, mas abre espaço para licenciamentos comemorativos e eventos temáticos sobre o legado de Oscar. No aspecto esportivo, a medida cria um elo emocional que pode ser usado na captação de jovens talentos: vestir o manto rubro-negro passa a carregar, oficialmente, a responsabilidade de dar sequência a um legado reconhecido mundialmente.
Imagem: Internet
Próximos passos: o Flamengo planeja cerimônia oficial antes da próxima partida do NBB no Tijuca Tênis Clube, com banner permanente no ginásio e a presença de ex-companheiros de Oscar. Internamente, o departamento de marketing trabalha em um calendário de ações que inclui documentário, linha retrô da camisa 14 e clínicas de basquete para a base.
Ao retirar o número 14 de circulação, o Flamengo transforma luto em inspiração coletiva, fortalecendo sua identidade e abrindo caminho para iniciativas que preservem a história do basquete nacional. Os desdobramentos incluem possíveis parcerias comerciais e o aumento de visibilidade do NBB, fatores que o “Mão Santa” sempre buscou impulsionar em vida; agora, seu legado continua a partir dessa decisão simbólica e estratégica.
Com informações de ESPN.com.br