Simon diz que Plata deveria ser expulso por pisão em adversário do Flamengo na Libertadores: ‘Jogo brusco grave’

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Rio de Janeiro, 9 de abril de 2026 – A estreia do Flamengo na CONMEBOL Libertadores 2026 foi marcada não apenas pela vitória por 2 a 0 sobre o Cusco, no Maracanã, mas também por um lance envolvendo o atacante Plata, que pisou no tornozelo de Colitto aos 4 minutos do segundo tempo. Para o ex-árbitro FIFA Carlos Eugênio Simon, consultado pela ESPN, a jogada configurou jogo brusco grave e deveria ter resultado em cartão vermelho, o que não ocorreu após a checagem silenciosa do VAR.

Por que o lance gerou debate imediato?

Segundo a Regra 12 da IFAB, qualquer ação que coloque em risco a integridade física do adversário pode ser punida com expulsão direta. No vídeo, Plata atinge o tornozelo de Colitto com as travas da chuteira, movimento interpretado por Simon como suficiente para expulsão por força excessiva. O árbitro de campo manteve o amarelo e não foi chamado ao monitor.

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Como o VAR deveria atuar em caso de “jogo brusco grave”

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Pelo protocolo da FIFA, o VAR só deixa de intervir quando considera que a decisão em campo não é um erro claro e óbvio. O comentário de Simon indica que, na visão de um ex-árbitro de elite, havia margem para revisão. A ausência de chamada ao monitor reacende o debate sobre uniformidade de critérios no torneio continental.

Raio-X disciplinar do Flamengo na temporada

• Antes da Libertadores, o Flamengo disputou 16 jogos oficiais em 2026, acumulando apenas um cartão vermelho e média inferior a dois amarelos por partida.
• Nas últimas cinco edições de Libertadores, o rubro-negro terminou a fase de grupos com ao menos um atleta suspenso em quatro oportunidades, reflexo da intensidade de seus duelos continentais.
• O técnico Tite mantém foco em “controle emocional”, tema recorrente em entrevistas, especialmente após eliminações marcadas por cartões em 2025.

Impacto do lance no Grupo C da Libertadores

Apesar da controvérsia, a vitória por 2 a 0 dá ao Flamengo três pontos e saldo positivo de dois gols, liderança provisória do Grupo C. Se Plata fosse expulso, a equipe atuaria com 10 jogadores por mais de 40 minutos, cenário que poderia alterar não só o resultado como também o planejamento para a próxima rodada, já que a competição prevê suspensão automática de um jogo em caso de cartão vermelho direto.

Efeito nos próximos jogos

O Flamengo volta a campo pela Libertadores em 16 de abril, contra o Alianza Lima, fora de casa. Uma eventual punição retroativa a Plata – hipótese rara, mas prevista no regulamento disciplinar da Conmebol – poderia desfalcar o ataque rubro-negro. Além disso, a comissão técnica deverá reforçar orientações sobre entradas de sola, dado o risco de suspensão e prejuízo à campanha.

No curto prazo, o resultado mantém a equipe confiante, mas o episódio serve de alerta para a necessidade de disciplina tática e comportamental em um torneio no qual decisões do VAR podem mudar rumos de partidas e, por consequência, de toda a fase de grupos.

Conclusão prospectiva: Se a questão disciplinar não for ajustada, o Flamengo corre risco de perder peças-chave em momentos decisivos. Já na próxima partida, a atuação do VAR estará sob holofotes, e qualquer nova controvérsia tende a ganhar dimensão ainda maior, podendo influenciar não apenas a tabela, mas também a percepção de justiça esportiva na competição.

Com informações de ESPN Brasil

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