Rio de Janeiro (RJ) – O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, declarou em entrevista ao podcast Setor Sul, nesta semana, que “não dá para avaliar” o rendimento do centroavante Rodrigo Castillo em pleno andamento da temporada 2024, principalmente pela baixa minutagem do argentino diante do excelente momento de John Kennedy.
Contexto da contratação: o maior investimento tricolor
Castillo chegou às Laranjeiras em março por US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,7 milhões), valor recorde na história do clube. A negociação com o Lanús buscava reforçar a referência diária no ataque, após a saída de Germán Cano no fim de 2023 e a escassez de centroavantes de ofício no elenco.
Por que a minutagem impede um veredito
Até o momento, Castillo disputou 19 partidas, apenas sete como titular, com três gols e uma assistência. Segundo Montenegro, o número limitado de oportunidades está diretamente ligado ao rendimento de John Kennedy, que vive sequência de gols e participações decisivas desde o início do ano. Na avaliação interna, “enquanto JK estiver voando”, o argentino seguirá alternando entre o banco e minutos finais.
Raio-X de Castillo em 2024*
- 19 jogos (37% como titular)
- 3 gols – média de 0,16 gol/jogo
- 1 assistência – participação direta em 4 gols (0,21 por jogo)
- Chute certo a cada 50 minutos (dados de jogos oficiais do clube)
*números oficiais do Fluminense até a data da entrevista.
Comparativo de função: Castillo x John Kennedy
• Perfil tático: Castillo atua como 9 de área, sustentando duelos físicos e fazendo o pivô; JK se movimenta mais, cai pelos corredores e ataca a profundidade.
• Impacto no modelo de Diniz: com Kennedy, o Flu ganha mobilidade e agressividade na pressão pós-perda. Já Castillo oferece jogo de costas, recurso importante contra linhas baixas.
• Necessidade do elenco: o calendário de Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão sinaliza mais de 60 partidas na temporada. A manutenção de dois centroavantes em ritmo competitivo é vista como estratégica pela comissão técnica.
Planejamento financeiro e esportivo: avaliação só no fim da temporada
Montenegro reforçou que o clube trabalha com metas semestrais de desempenho e retorno sobre investimento. A análise final sobre Castillo englobará:
Imagem: Internet
- Indicadores de produção (gols, assistências, expected goals)
- Aproveitamento de minutos em jogos decisivos
- Eventual valorização de mercado em caso de evolução técnica
Próximos capítulos: janela, rodízio e Libertadores
Com a abertura da janela de meio de ano e a fase mata-mata da Libertadores à vista, a comissão de Fernando Diniz projeta maior rodízio no ataque. Isso tende a ampliar os minutos de Castillo, oferecendo amostra mais robusta para julgamento interno e da torcida. Um bom desempenho pode:
- Reduzir a dependência de John Kennedy em jogos de alta frequência
- Aumentar repertório ofensivo contra adversários que marcam em bloco baixo
- Justificar o maior investimento do clube em 122 anos
Em suma, a cautela defendida por Montenegro indica que o veredito sobre Castillo será pautado pelos números de toda a temporada. A performance do argentino no segundo semestre — especialmente em confrontos decisivos da Libertadores e na reta final do Brasileirão — servirá como termômetro definitivo para confirmar se o aporte recorde foi ou não bem-sucedido.
Com informações de Netflu