GP do Japão volta a Suzuka neste domingo (29) às 2h de Brasília, terceira etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, e o circuito carrega um simbolismo raro para o esporte nacional: foi lá que Nelson Piquet (1987) e Ayrton Senna (1988, 1990, 1991) confirmaram quatro títulos mundiais, além de vitórias marcantes de Rubens Barrichello (2003) e duelos memoráveis envolvendo Felipe Massa (2007).
Por que Suzuka se tornou um “talismã” brasileiro
Inaugurado no calendário em 1987, Suzuka é um dos poucos circuitos em “8” do mundo, mistura de curvas de alta como a 130R e setores técnicos como o Degner. Essa configuração hard-braking + high-speed sempre destacou pilotos que conciliam arrojo com precisão – virtudes associadas ao estilo de condução que celebrizou Senna e Piquet.
Além disso, o GP do Japão costuma ser a penúltima ou antepenúltima etapa do campeonato. Com pontuações apertadas, foi palco decisivo para quatro coroações brasileiras em apenas cinco temporadas (1987-1991), cristalizando no imaginário do torcedor a ligação entre Suzuka e conquistas nacionais.
Raio-X brasileiro em Suzuka (1987-2025)
Resumo numérico
- 4 títulos mundiais confirmados (Piquet 1987; Senna 1988, 1990, 1991)
- 4 vitórias: Senna (1988, 1993), Barrichello (2003) e Piquet (1987 – sem precisar vencer para ser campeão, mas triunfou no Japão em Fuji 1981*)
- 5 poles positions: Senna (1988, 1989, 1990, 1991) e Massa (2006)
- 9 pódios no total, contando participações de Senna, Barrichello, Massa e Cristiano da Matta
*O GP de 1981 foi em Fuji, fora da série atual em Suzuka.
Como cada título foi selado
1987 – Piquet tricampeão antecipado
Mansell capotou no treino livre, foi vetado pelos médicos e entregou matematicamente o título a Piquet, que nem precisou marcar pontos.
1988 – Senna 1 x 0 Prost
Ultrapassagem histórica na volta 27, virada de 14 s após largada ruim e 8.ª vitória na temporada.
1990 – A colisão que decidiu o campeonato
Senna jogou por dentro na primeira curva, colidiu com Prost e garantiu a taça depois de 800 m de prova.
Imagem: Internet
1991 – Queda de Mansell, coroação de Senna
Williams precisava vencer; o britânico rodou na volta 10 e Senna selou o tri.
O impacto para a temporada 2026
A etapa japonesa representa o primeiro circuito de força aerodinâmica total no calendário 2026. Equipes que apresentarem bom ritmo aqui costumam manter competitividade em Barcelona e Silverstone, pistas com características semelhantes. Para os brasileiros na categoria – Gabriel Bortoleto (McLaren) e Enzo Fittipaldi (Sauber) – um resultado nos pontos pode definir contratos futuros, já que o mercado de pilotos abre oficialmente após Suzuka.
Transmissão e programação
Domingo (29), 2h (Brasília) – Globo (aberta), Sportv (fechada), Globoplay e F1TV Pro exibem ao vivo. Treinos classificatórios ocorrem no sábado às 3h.
Próximos capítulos
Com a memória afetiva dos títulos de Piquet e Senna em jogo, o desempenho deste fim de semana servirá de termômetro para quem almeja disputar o campeonato de 2026. Um pódio de qualquer brasileiro – feito que não ocorre desde 2012 em Suzuka – reacenderia a chama verde-amarela e poderia reposicionar as marcas nacionais interessadas em voltar ao paddock da F1.
Com informações de ESPN.com.br