Porto Alegre, 16 de julho de 2026 – O Grêmio acertou a contratação do lateral-direito Diego Caito, 22 anos, vindo do Goiás, por salário mensal de R$ 75 mil, valor oficializado pela Rádio Gaúcha e que representa cerca de 20% do vencimento de João Pedro (R$ 370 mil). A movimentação confirma a estratégia traçada pela diretoria de enxugar a folha sem perder competitividade no elenco dirigido por Luís Castro.
Por que o Grêmio aposta em Caito e reduz investimento na posição
Mesmo com a classificação para a fase decisiva da Série A e a expectativa de disputar a Libertadores 2027, o clube gaúcho decidiu recalibrar seu teto salarial. O caso mais emblemático é o da lateral direita: enquanto João Pedro perdeu espaço após a chegada de Castro, o jovem Caito preenche requisitos fundamentais para o novo modelo de contratações:
- Idade: 22 anos, margem para revenda futura;
- Custos: impacto anual de R$ 975 mil (13 salários), contra R$ 4,8 milhões de João Pedro;
- Perfil físico: vigor para cobrir toda a faixa, premissa do atual 4-3-3 do treinador.
Raio-X financeiro: quanto o Grêmio economiza
Diferença anual de salários
- Diego Caito – R$ 75 mil x 13 meses ≈ R$ 975 mil
- João Pedro – R$ 370 mil x 13 meses ≈ R$ 4,81 milhões
Ao viabilizar a saída de João Pedro na mesma janela, a diretoria projeta liberar quase R$ 3,9 milhões em um único exercício, montante suficiente para registrar dois atletas do mesmo perfil ou diluir dívidas correntes.
O encaixe tático de Diego Caito
Os relatórios do departamento de scouting indicam que Caito se destaca em:
- Transição rápida: participar das duas primeiras fases de construção, aproximando-se dos volantes;
- Pressão pós-perda: atributo fundamental no bloco alto proposto por Luís Castro;
- Amplitude ofensiva: fornece largura ao ataque sem comprometer recomposição em linha de quatro.
No Goiás, o jogador atuou majoritariamente como wing-back, o que facilita sua adaptação aos momentos em que o Grêmio alterna para uma saída de três. A tendência é que ele dispute a titularidade direta com Wesley Costa, lateral promovido da base, enquanto a direção procura novo clube para João Pedro.
Imagem: reprodução
Impacto na folha e no planejamento 2027
O Grêmio encerrou 2025 com folha salarial estimada em R$ 18 milhões/mês. A meta para 2026 é reduzir em pelo menos 10% sem perder o nível competitivo que manteve o time no top-6 do Brasileirão 2025. A contratação de Caito se encaixa nesse plano por três motivos:
- Sustentabilidade financeira – libera margem para renovações de titulares (ex.: Villasanti) e para bônus de performance;
- Gestão de grupo – reduz desequilíbrio de salários dentro do elenco, ponto citado por Castro como determinante para harmonia interna;
- Prospecção de ativos – jovem com potencial de valorização em futuras janelas internacionais.
Próximos passos: inscrição e disputa imediata
Caito deve ser regularizado no BID ainda nesta semana. Caso o registro seja confirmado até sexta-feira, existe a possibilidade de estrear diante do Mirassol, partida tratada como teste para o elenco alternativo. O staff do atleta já trabalha com a data de 24 de julho como “deadline” para o primeiro jogo oficial.
Em síntese, a chegada de Diego Caito sinaliza a virada de chave financeira do Grêmio: salários mais baixos, aposta em atletas sub-23 e realocação de peças veteranas. Se o modelo der resultado em campo, a diretoria terá um case de gestão esportivo-econômica para sustentar nas próximas temporadas. Os próximos meses, sobretudo a sequência de jogos da Série A até agosto, dirão se a equação custo-benefício se traduzirá em desempenho.
Com informações de Portal do Gremista