Quem: Mauro Beting, jornalista e novo creator da Betfair.
O quê: projeta que a seleção brasileira não será campeã da Copa de 2026, parando na semifinal.
Quando: declarações dadas em entrevista publicada em 14 de abril de 2026.
Onde: entrevista exclusiva à Trivela.
Por quê: crescimento de outras seleções, ajustes táticos e desempenho abaixo do potencial sob o comando de Carlo Ancelotti.
Por que o Brasil deixaria de ser favorito
Mauro Beting destaca dois pilares para justificar a perda de protagonismo brasileiro desde 2002: o amadurecimento tático das demais seleções e a globalização do conhecimento. Para o jornalista, informações analíticas hoje permitem que até seleções de menor expressão possam estudar profundamente adversários de elite, equilibrando o jogo.
Além disso, ele valoriza a riqueza étnica de elencos como o da França – 16 dos 23 convocados em 2018 tinham origem familiar fora do país – como modelo de renovação que o Brasil já não transforma em vantagem competitiva.
Ancelotti: convocação aprovada, desempenho pendente
Beting elogia o processo de escolha de atletas do técnico italiano, mas aponta que, em campo, a seleção ainda não entregou constância. Para o analista, “dava para produzir um pouquinho mais”, sobretudo considerando a qualidade ofensiva disponível.
Raio-X da Seleção segundo Mauro Beting
Escalação ideal (base proposta pelo jornalista): Alisson; Éder Militão, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães; Estêvão, Raphinha, João Pedro e Vinicius Júnior.
Projeção de Campanha: até a semifinal, caindo para Portugal, após liderar o grupo na fase inicial.
Destaques individuais:
Imagem: Divlugação
- Neymar: segue nos planos apesar das lesões recentes; “quero ver o Neymar enquanto Neymar”, resume Beting.
- Vinicius Júnior: precisa transferir para a Seleção o nível já mostrado no Real Madrid sob Ancelotti.
- Endrick: convocação defendida para evitar “erro 2010”, quando Neymar foi preterido.
Comparativo histórico: Brasil pós-2002
Desde o pentacampeonato, o Brasil alcançou apenas duas semifinais em cinco Mundiais (2006 e 2014) e terminou duas vezes eliminado nas quartas (2018 e 2022). O aproveitamento de títulos é de 0% no período, contrastando com o intervalo 1994-2002, quando levantou duas taças em três edições.
Impacto no cenário global
A leitura de Beting prevê uma final ibérica entre Espanha e Portugal, com título espanhol e Lamine Yamal eleito melhor jogador. Caso o Brasil confirme a previsão de semifinal, o hexa continuaria adiado por, no mínimo, 28 anos – algo sem precedentes na história moderna da CBF.
Próximos passos: até 18 de maio, data anunciada para a lista final de Carlo Ancelotti, a comunidade do futebol acompanhará de perto a condição física de Neymar, a sequência de Endrick no Palmeiras e a evolução tática da equipe nos amistosos preparatórios. Qualquer indício de consolidação de Vinicius Júnior como líder técnico poderá alterar a percepção de favoritismo – ou confirmar a tese de Beting de que a Seleção é “apenas” semifinalista em 2026.
Com informações de Trivela