MetLife Stadium (East Rutherford, 30/6/2026) – Com a vitória por 3 x 0 sobre a Suécia pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a França manteve os 100% de aproveitamento e viu Michael Olise chegar a cinco assistências em quatro partidas, a apenas uma do recorde absoluto de Pelé em 1970.
Por que a atuação de Olise muda o patamar dos Bleus
Antes do torneio, o discurso em Clairefontaine era claro: Kylian Mbappé seria o foco ofensivo. No entanto, o ponta do Bayern de Munique vem se convertendo no principal criador do Mundial. Contra a Suécia, Olise:
- Serviu Bradley Barcola em passe de ruptura logo aos 2 minutos do segundo tempo;
- Encontrou Mbappé às costas da zaga escandinava no terceiro gol, selando o placar.
O efeito prático é duplo: reduz a previsibilidade em torno de Mbappé – agora abastecido por um “garçom” experiente – e obriga as defesas adversárias a dividir a atenção, abrindo espaços para o setor ofensivo formado ainda por Ousmane Dembélé.
Raio-X estatístico até as oitavas
Ataque francês
- Gols marcados: 13 (média de 3,25 por jogo – melhor do torneio)
- Assistências: Olise 5 | Mbappé 2 | Dembélé 2
- Finalizações na trave de Olise: 2
Defesa francesa
- Gols sofridos: 2
- Desarmes de Tchouaméni: 15
- Disputas aéreas vencidas por Saliba + Upamecano: 24
Fonte: dados oficiais da FIFA até a 4ª rodada
Imagem: IMAGO
Base sólida e elenco profundo: onde Deschamps faz diferença
Didier Deschamps retornou ao banco após ausência por questões pessoais e reencontrou um time taticamente autossuficiente. A ancoragem de Aurélien Tchouaméni, somada ao controle de saída de bola de William Saliba e Dayot Upamecano, explica os apenas dois gols sofridos. No banco, nomes como Désiré Doué, Rayan Cherki e Warren Zaïre-Emery seriam titulares em grande parte das demais seleções, reforçando a gestão de minutos num calendário apertado.
Próximo passo: Paraguai nas quartas e o “match-point” para o recorde de Olise
A França entra como ampla favorita diante do Paraguai, adversário que sofreu média de 1,8 gol por partida nesta Copa. Tecnicamente, Olise terá ao menos dois jogos (quartas e, em caso de avanço, semifinal) para tentar igualar ou superar as seis assistências de Pelé em 1970. Se conseguir, a narrativa de “melhor jogador do Mundial” ganha tração e pode influenciar premiações individuais no fim da temporada europeia.
Para os Bleus, a equação é simples: manter a eficiência defensiva enquanto Olise gera superioridade qualitativa no terço final. Se a engrenagem se repetir, a França não apenas consolida o favoritismo rumo ao tri, como também recoloca um francês na corrida pela Bola de Ouro logo após a Copa.
Com informações de Trivela