Londres, 01/04/2026 — Thomas Tuchel confirmou que Phil Foden não tem vaga assegurada na lista da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2026, a ser divulgada até 30 de maio. O treinador reconheceu a boa participação do meia-atacante nos treinamentos na última Data Fifa, mas apontou a incapacidade do jogador do Manchester City em “demonstrar isso em campo” nos amistosos contra Uruguai (1 x 1) e Japão (0 x 1), realizados em março nos Estados Unidos.
Por que o status de Foden caiu?
Foden, eleito melhor jogador jovem da Premier League em 2021/22 e melhor jogador do ano pela FWA e PFA em 2023/24, atravessa um decréscimo notável de influência tanto no club level quanto na seleção:
- Manchester City 2025/26: menos minutos desde janeiro, após a recuperação de lesionados como Bernardo Silva e a ascensão de Morgan Rogers.
- Inglaterra: 49 partidas e apenas 4 gols pela seleção principal, sem participações diretas em gol nos últimos cinco jogos com a camisa dos Três Leões.
Nos dois últimos testes, Tuchel variou o posicionamento do camisa 20: como camisa 10 contra o Uruguai e como falso 9 diante do Japão, na ausência de Harry Kane. Em nenhum dos cenários Foden conseguiu produzir finalizações claras ou ultrapassar a marca de 0,15 de xG (gols esperados) — dado fornecido pela Opta.
Concorrência interna aumenta a pressão
O elenco inglês oferece soluções em todos os corredores do terço final:
- Jude Bellingham — atua entre as linhas, chega ao ataque e soma 18 gols pelo Real Madrid na temporada.
- Anthony Gordon — maior gerador de grandes chances do Newcastle desde 2024/25 (2,7 por 90’).
- Marcus Rashford — referência em transição e amplitude, mesmo com fase irregular no United.
- Eberechi Eze e Morgan Rogers — alternativas que oferecem condução longa e jogo entrelinhas.
Com o limite de 26 atletas, cada vaga perdida por desempenho abre espaço a outras características: Gordon e Rogers, por exemplo, ampliam a profundidade pelos lados, enquanto Bellingham oferece chegada à área partindo do meio.
Raio-X estatístico de Phil Foden
| Indicador (2025/26) | Premier League* | Seleção Inglesa* |
|---|---|---|
| Minutos jogados | 1.385 | 142 |
| Gols | 4 | 0 |
| Assistências | 3 | 0 |
| Passes chave p/90′ | 2,1 | 1,4 |
| Finalizações p/90′ | 2,8 | 1,2 |
*Dados até 31/03/2026, StatsBomb/Opta
Impacto tático para a Inglaterra
Tuchel privilegia uma variação 4-2-3-1/3-2-2-3 que exige dos meias-ponta comportamento híbrido: amplitude sem bola e ocupação de meia-espaço na organização. Foden, quando em forma, oferece:
Imagem: Graham Hunt
- Recepção entrelinhas com perfil canhoto, favorecendo tabelas curtas e cortes para dentro.
- Pressão pós-perda coordenada, atributo valorizado pelo treinador alemão.
Sem o impacto recente, Tuchel pode priorizar Gordon (amplitude + desequilíbrio individual) ou Bellingham (chegada de área) para manter o modelo agressivo de pressão alta e ataque posicional.
O que vem pela frente?
A convocação final será conhecida poucos dias antes de 30 de maio. A Inglaterra embarca em 1º de junho para a Flórida, onde fará amistoso de ajuste contra os Estados Unidos. Estrear sem Foden, em 17 de junho contra a Croácia em Dallas, representaria a quebra de uma sequência de duas grandes competições com o jogador no grupo (Euro 2024 e Nations League 2025). Caso seja cortado, o City terá o atleta à disposição para a reta final da pré-temporada e Foden disputará espaço num elenco que já contratou o ponta uruguaio Facundo Torres.
No curto prazo, portanto, o desempenho de Foden nas últimas rodadas da Premier League e na final da FA Cup pode ser decisivo. Tuchel deixou claro que forma atual pesa mais que currículo; resta ao meia traduzir o brilho do treino em impacto real de jogo para não ver a Copa pela televisão.
Com informações de Trivela