Como mudanças de Ancelotti com Vini Jr. dão ao Brasil um novo protagonista após 12 anos

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HOUSTON (EUA), 25.jun.2026 — Vinicius Júnior tornou-se o principal nome da Seleção Brasileira na Copa do Mundo ao marcar quatro gols nos três primeiros jogos (Marrocos, Haiti e Escócia) e participar diretamente de cinco dos sete tentos da equipe. O feito coloca o camisa 7, sob orientação de Carlo Ancelotti, no mesmo patamar de protagonismo que o Brasil não via desde Neymar em 2014.

As escolhas de Ancelotti que turbinaram o camisa 7

Desde maio, Ancelotti passou a oferecer liberdade posicional a Vini Jr., permitindo que o atacante flutue tanto pela ponta esquerda — sua zona de conforto no Real Madrid — quanto pelo corredor central e, ocasionalmente, pela direita. Sem Raphinha, lesionado, o técnico adiantou o ex-flamenguista, transformando-o no homem mais avançado do 4-3-3/4-2-3-1 híbrido utilizado contra a Escócia.

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Esse ajuste trouxe dois efeitos imediatos:

  • Ancoragem ofensiva: o Brasil passou a atacar “em direção” a Vini, concentrando 42% das ações pela esquerda, segundo a Opta.
  • Economia de energia: com a equipe compacta defensivamente, o camisa 7 recebe permissão para descansar sem bola, surgindo mais fresco em transições, como destacou Ancelotti.

Raio-X da fase de grupos

  • Gols: 4 (1 Marrocos, 1 Haiti, 2 Escócia) — primeiro brasileiro a balançar as redes em todos os jogos de um grupo desde Neymar (2014) e a repetir Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo (2002) e Rivaldo (2002).
  • Participações diretas: 5/7 gols do Brasil (71%).
  • Finalizações certas: 7 em 10 — aproveitamento de 70%.
  • Dribles concluídos: 14 — líder da equipe; média de 4,6 por partida.
  • Velocidade máxima registrada: 34,1 km/h vs. Haiti, quarta maior do torneio até o momento.
  • Recorde pessoal em Copas: chega a 5 gols somando 2022 e 2026, igualando Garrincha, Zico e Romário.

Impacto na dinâmica sem Neymar

Neymar voltou a vestir a camisa da Seleção após 918 dias, mas as seguidas lesões limitaram-no a minutos controlados diante da Escócia. A ausência de um 10 em plenas condições acelerou a transição de protagonismo para Vini Jr. e abriu espaço para Matheus Cunha completar o trio ofensivo, oferecendo mobilidade e pressão pós-perda que potencializam o camisa 7.

Projeção para o mata-mata

A Seleção retorna a campo em 29 de junho, no Estádio de Houston, pelos 16-avos de final, contra o vice-colocado do Grupo F — Japão, Países Baixos ou Suécia.

Os cenários táticos variam:

  • Japão: bloco médio e troca de passes veloz; pede Vinicius atacando o espaço às costas dos laterais.
  • Países Baixos: zaga de três defensores; exige diagonal agressiva do camisa 7 para receber entre zagueiro e ala.
  • Suécia: defesa de linhas baixas; demanda paciência e 1×1 frequente, setor em que Vini lidera o torneio em dribles.

Com 4 gols, Vini disputa a artilharia com Mbappé e Haaland (4) e Messi (5). Caso mantenha a média atual (1,33 por jogo) e o Brasil chegue à final, ele pode alcançar 9 tentos, ultrapassando os 8 de Ronaldo em 2002.

Conclusão prospectiva

A liberdade tática concedida por Ancelotti transformou Vinicius Júnior no epicentro ofensivo da Seleção. Se mantiver o índice de participação em gols e o Brasil avançar, o camisa 7 tem potencial para redefinir o parâmetro de protagonismo pós-Neymar e reposicionar a equipe entre as favoritas ao título. O próximo duelo em Houston servirá como termômetro para medir até onde o novo plano de jogo pode levar a Amarelinha em 2026.

Com informações de Trivela

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