Los Angeles (26.jun.2026) – Com gol de Kaan Ayhan aos 98 minutos, a Turquia venceu os Estados Unidos por 3 x 2 no SoFi Stadium, pela última rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. O resultado encerra a participação turca no torneio, já que a equipe estava eliminada, enquanto os norte-americanos, classificados de forma antecipada, preservaram quatro titulares de olho no confronto de 16-avos contra a Bósnia-Herzegovina.
Por que a virada turca não altera a classificação, mas põe pressão em Pochettino
Mesmo com a derrota, os EUA terminam a fase de grupos na liderança, graças aos pontos conquistados nas duas primeiras partidas. Entretanto, a reviravolta sofrida expõe vulnerabilidades defensivas e, sobretudo, acrescenta incerteza sobre a condição física de Christian Pulisic, que entrou no segundo tempo ainda lidando com uma lesão na panturrilha.
Raio-X da partida
Gols
- 3’ – Auston Trusty (EUA) – Escanteio cobrado por Sebastian Berhalter: 0-1
- 31’ – Arda Güler (TUR) – Finalização de média distância: 1-1
- 54’ – Orkun Kökcü (TUR) – Contra-ataque pelo centro: 2-1
- 72’ – Sebastian Berhalter (EUA) – Chute da entrada da área: 2-2
- 90+8’ – Kaan Ayhan (TUR) – Desvio após bola aérea: 3-2
Rotação norte-americana
- Titulares poupados sob risco de suspensão: Tyler Adams, Folarin Balogun, Chris Richards e Antonee Robinson.
- Trusty fez apenas sua segunda partida como titular na Copa e marcou o primeiro gol pela seleção.
- Berhalter, filho do ex-técnico Gregg Berhalter, participou diretamente de dois gols (assistência + gol).
Profundidade de elenco: sinal positivo em meio à derrota
Pochettino utilizou oito atletas com menos de 180 minutos no torneio. A manutenção do nível competitivo até o fim sugere que a diferença entre titulares e reservas diminuiu em relação a edições anteriores. Esse ganho de profundidade é estratégico para a fase eliminatória, quando suspensões e lesões tendem a pesar mais.
O enigma Pulisic e os ajustes para pegar a Bósnia
O atacante do Milan entrou aos 60 minutos, mas não demonstrou plena mobilidade. A comissão médica trabalha com um prazo de três dias para deixá-lo apto. Caso não esteja a 100%, o técnico pode recorrer ao jovem Paxten Aaronson ou adiantar Giovanni Reyna pelo lado esquerdo, mantendo a base do 4-3-3 utilizado até aqui.
Imagem: IMAGO
Implicações táticas
- Sem Adams, a saída de bola passou pelos zagueiros; contra a Bósnia, a volta do capitão deve devolver solidez ao primeiro terço.
- A defesa sofreu com bolas aéreas – origem de dois gols turcos – aspecto que pode ser explorado pelos bósnios, conhecidos pelo centro-avante alvo.
- A rotação mostrou versatilidade: Berhalter atuou como segundo volante e como “10” situacional, ampliando opções de esquema.
Conclusão prospectiva
A derrota em Los Angeles não compromete a campanha norte-americana, mas serve como alerta de que o mata-mata não admite oscilações defensivas. Se Pulisic recuperar a forma e a linha de quatro retomar seus titulares, os EUA chegam fortalecidos. Caso contrário, a profundidade testada hoje precisará assumir protagonismo já contra a Bósnia-Herzegovina.
Com informações de Trivela