Quem: Flamengo e Palmeiras | O quê: uso do uniforme principal na final da CONMEBOL Libertadores | Quando: 29 de novembro de 2025 | Onde: Estádio Nacional de Lima, Peru | Por quê: alteração no regulamento da Conmebol que extinguiu a obrigação de camisas claras para o “time B”.
O que mudou em relação à decisão de 2021
Na final de 2021, disputada no Estádio Centenário, o Flamengo atuou de branco porque o regulamento determinava que o time B deveria escolher um uniforme claro caso o time A — naquele caso, o Palmeiras — vestisse cores escuras. Em 2023, a Conmebol retirou essa exigência. Assim, mesmo designado novamente como visitante em 2025, o Rubro-Negro foi autorizado a utilizar camisa, calção e meiões predominantemente pretos e vermelhos.
Entenda a decisão da Conmebol
A federação sul-americana passou a adotar o mesmo critério de boa parte das ligas europeias: libera ambas as equipes para usarem seus uniformes tradicionais sempre que o contraste visual for claro para árbitros, VAR e público. O objetivo é tornar o evento mais reconhecível para torcedores, patrocinadores e transmissões globais.
Impacto visual e psicológico no espetáculo
Para o torcedor, o uso da camisa número 1 resgata identidade e memória afetiva. No campo de marketing, as marcas envolvidas ganham visibilidade máxima em um jogo que alcança, em média, mais de 180 países. Psicologicamente, atletas tendem a relatar maior conforto e senso de pertencimento ao vestirem o uniforme habitual, embora não existam estudos conclusivos que liguem diretamente cor da camisa a desempenho técnico.
Raio-X histórico dos uniformes nas finais recentes
- 2021 – Montevidéu: Palmeiras (verde) 2×1 Flamengo (branco)
- 2022 – Guayaquil: Athletico-PR (rubro-negro) 0x1 Flamengo (rubro-negro)
- 2023 – Rio de Janeiro: Fluminense (tricolor) 2×1 Boca Juniors (azul e amarelo)
- 2024 – Assunção: River Plate (faixa vermelha) 1×0 Atlético-MG (preto)
A partir de 2023, nota-se a manutenção das camisas principais das duas equipes finalistas em todas as decisões.
O que muda dentro de campo para Flamengo e Palmeiras
Do ponto de vista tático, o uniforme não altera o plano de jogo, mas influencia a preparação logística. Flamengo terá de levar somente a combinação rubro-negra e, por protocolo, um kit reserva de contraste. Já o Palmeiras alinhará sua camisa verde tradicional com calção branco, combinação de maior contraste possível sem abrir mão de identidade.
Imagem: Internet
Próximos compromissos e planejamento até Lima
O Flamengo terá três partidas do Brasileirão antes da viagem ao Peru: São Paulo no Morumbi (05/11), Santos no Maracanã (09/11) e Sport na Ilha do Retiro (15/11). O departamento de futebol planeja alternar a minutagem do elenco para chegar à final com sua espinha dorsal — Rossi; Fabrício Bruno, Léo Pereira; Gerson, De la Cruz e Pedro — em condição física ideal.
No Palmeiras, Abel Ferreira confirmou em coletiva que utilizará força máxima no Campeonato Brasileiro enquanto monitora a condição de Dudu e Piquerez, ambos em fase final de reabilitação.
Conclusão: o que acompanhar até 29 de novembro
A liberação dos uniformes tradicionais adiciona camada simbólica à final: um reencontro entre elencos muito semelhantes ao de 2021, agora com suas cores originais em campo. Para além do aspecto visual, os próximos 26 dias serão de gestão física, ensaio de estratégias e análise do adversário. O torcedor pode esperar atualizações sobre convocados, ingressos e ajustes logísticos — temas que devem dominar o noticiário até a bola rolar em Lima.
Com informações de ESPN Brasil