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    Diretor da Greenleaf: ‘Já estava no planejamento do clube ser realizado uma troca do gramado desde o início do ano’

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    Rio de Janeiro (11.nov.2025) – O Vasco da Gama iniciou nesta segunda-feira a substituição completa do gramado de São Januário, mesmo tendo uma reforma estrutural prevista para o primeiro semestre de 2026. A intervenção, que deve ser concluída até 28 de novembro – data do duelo contra o Internacional pelo Brasileirão – mira acabar com as manchas que afetam a estética do campo e garantir condições ideais caso o clube avance para a final da Copa do Brasil. A informação foi confirmada por Lucas Pedrosa, diretor técnico da Greenleaf, empresa responsável pela manutenção do estádio.

    Por que a troca se impôs agora?

    Segundo Pedrosa, o plano estava na mesa desde janeiro. As chamadas “mutações” da grama – que geram variações de cor – intensificaram-se após o meio do ano. Embora não prejudicassem a jogabilidade, o impacto visual passou a destoar do padrão que o clube pretende para seu centenário em 2027.

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    O calendário também pesou. Há uma janela de 18 dias sem partidas em São Januário entre o jogo contra o Mirassol e o confronto com o Internacional. Esse intervalo permite:

    • Troca exclusiva da camada vegetal, sem intervenção em irrigação, drenagem ou solo, o que reduz custo e prazo.
    • Possível reaproveitamento da grama atual nos CTs Moacyr Barbosa (profissional) e Caxias (base e feminino) quando a grande reforma do estádio começar.
    • Garantia de palco apto para receber uma eventual final da Copa do Brasil, caso o Vasco supere o Fluminense na semifinal.

    Raio-X do novo tapete de São Januário

    • Tipo de grama: Bermuda Celebration – cultivar já usada em arenas como Mineirão e Arena Castelão, conhecida pela rápida recuperação pós-jogo.
    • Prazo de enraizamento: 10 a 14 dias em condições ideais de temperatura e umidade.
    • Custo estimado (mercado): trocas apenas da camada vegetal variam entre R$ 700 mil e R$ 1,2 milhão; já reformas completas, com drenagem e irrigação, podem superar R$ 4 milhões.
    • Volume de jogos: São Januário costuma receber mais de 30 partidas oficiais por temporada, somando equipes principal, base e futebol feminino.
    • Meta de desempenho: Índice de uniformidade visual > 95% e densidade de cobertura > 90%, parâmetros adotados pela Greenleaf para gramados de Série A.

    Impacto na temporada 2025 e no planejamento de 2026

    Na prática, o Vasco protege dois ativos:

    1. Reta final do Brasileirão: com três pontos separando o clube da zona de classificação à Libertadores, cada detalhe competitivo ganha peso. Um gramado uniforme reduz riscos de quique irregular e beneficia o estilo de jogo apoiado de Ramón Díaz.
    2. Copa do Brasil: se confirmar presença na decisão, o time terá a vantagem de jogar em um campo esteticamente alinhado aos padrões de TV e patrocinadores, fator que influencia cota de visibilidade.

    Ao mesmo tempo, a intervenção é financeiramente conservadora. Preservar sistemas de drenagem e irrigação evita retrabalho quando a remodelação total do estádio – que inclui nova arquibancada e cobertura – começar em 2026. O aprendizado operacional da Greenleaf nesses 18 dias também servirá de base para o “piso” definitivo pós-obra.

    Conclusão prospectiva: A decisão tática de trocar o gramado agora antecipa problemas visuais, assegura padrão de jogo para compromissos decisivos e harmoniza custos antes da reforma completa. Se a execução seguir o cronograma, o Vasco poderá encerrar 2025 exibindo em casa um tapete compatível com a ambição esportiva e comercial projetada para a temporada do centenário, em 2027.

    Com informações de NetVasco / ge

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