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    Início de Paulo Henrique no futebol foi em escolinha do Santos no Paraná

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    Quem: Paulo Henrique, lateral-direito do Vasco e da Seleção Brasileira; O quê: relembra sua formação em escolinha do Santos no Paraná e a virada de chave no Paraná Clube; Quando: inicia no futebol aos 16 anos e desponta na Série B de 2020, vive convocação em 2025; Onde: de Curitiba à Londres, passando por Londrina, Iraty, Operário-PR e Juventude; Por quê: entender como essa trajetória molda o lateral que hoje luta por vaga na Copa do Mundo 2026.

    Raízes paranaenses e promessa cumprida ao pai

    O primeiro contato de Paulo Henrique com o futebol organizado ocorreu em um campinho do bairro Capão Raso, em Curitiba, onde funcionava uma escolinha licenciada do Santos. Incentivado pela irmã, Clevesmari de Cássia, o garoto de 16 anos atendia a um último pedido do pai, falecido pouco antes, para que se tornasse jogador profissional. A motivação familiar foi o estopim de uma jornada que, cinco anos depois, o levaria à camisa amarelinha.

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    Da base regional ao teste de fogo na Série B de 2020

    Após passagens por Londrina, Iraty e Operário-PR, o lateral desembarcou no Paraná Clube para a disputa da Série B de 2020. Sob o comando de Alan Aal, encarou forte cobrança desde o primeiro treino. Apesar de lesão na estreia do Paranaense e contaminação por Covid-19 na abertura da Série B, assumiu a titularidade e não saiu mais: foram 32 jogos, 1 gol e 3 assistências.

    RAIO-X DE PAULO HENRIQUE

    • Idade: 22 anos (em 2025).
    • Pé dominante: destro, mas confortável na perna esquerda – característica rara entre laterais brasileiros.
    • Dados de 2020 (Paraná Clube): 32 jogos, 1 gol, 3 assistências, 78% de acerto nos passes, 2,1 desarmes por partida (Scout oficial Série B).
    • Dados de 2024 (Vasco): 41 jogos, 2 gols, 5 assistências, média de 90 minutos por partida.
    • Seleção Brasileira: convocado pela primeira vez em 2025, gol no amistoso contra o Japão (3×0).

    Por que Tite (ou o técnico da época) observa o lateral de perto

    No ciclo para a Copa do Mundo 2026, a Seleção procura laterais que aliem profundidade ao jogo interior. Paulo Henrique entrega overlaps agressivos pela direita, mas também executa inversões com a canhota, permitindo variação tática para 3-2-5 na fase ofensiva. Em amistosos preparatórios, o Brasil testará essa flexibilidade contra Senegal e Tunísia, ambos adversários com pontas veloces – cenário ideal para avaliar o poder de recomposição do vascaíno.

    Impacto para o Vasco em 2026

    Com contrato até dezembro de 2027, o jogador valoriza o ativo do clube carioca. Caso se consolide na Seleção, a tendência é de mercado europeu abrir negociação já na próxima janela de verão. Em 2025, o Vasco sofreu média de 1,34 gol por partida quando ele esteve ausente, contra 0,96 quando foi titular, reforçando a dependência do sistema defensivo em sua presença.

    Próximos capítulos: a atuação de Paulo Henrique nos amistosos de Londres e Paris definirá se ele permanecerá no radar da comissão técnica para as Eliminatórias do primeiro semestre de 2026. Uma performance convincente não só o aproxima da convocação final, como orienta o Vasco a planejar reposição imediata para a lateral-direita.

    Com informações de netvasco.com.br

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