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    Brasileiro que jogou pelo Lanús relembra perrengue com intensidade do time argentino e conta como foi recebido no ‘maior clube de bairro do mundo’

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    Assunção (PAR), 19/11/2025 – O zagueiro brasileiro Tiago Pagnussat, 35 anos, hoje no Vila Nova, relembrou sua passagem pelo Lanús em 2019 e explicou à ESPN como o alto nível de intensidade do futebol argentino mexeu com sua preparação física logo na chegada ao clube da Grande Buenos Aires, adversário do Atlético-MG na final da CONMEBOL Sul-Americana deste sábado (22), em Assunção.

    Adaptação relâmpago: choque de intensidade logo na primeira semana

    Pagnussat foi emprestado pelo Bahia ao Lanús sem pré-temporada específica. Ao ser questionado pelo preparador físico se estava pronto, acreditou que “algumas semanas de treino” bastariam. A realidade foi diferente: “Estava sendo atropelado pela intensidade”, relatou. O defensor chegou a duvidar da própria condição de acompanhar os trabalhos, mas se adaptou após um período extra de condicionamento.

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    Ambiente familiar no “maior clube de bairro do mundo”

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    Apesar do desafio físico, a recepção do elenco — que tinha o técnico Luis Zubeldía e o meia Marcelino Moreno — foi descrita como “acima do esperado”. Localizado em um populoso distrito da Grande Buenos Aires, o Lanús se orgulha do rótulo de el club más grande del barrio. Segundo o zagueiro, a cultura comunitária facilitou a integração, reforçada por rituais cotidianos como o tradicional mate no vestiário.

    Raio-X de Tiago Pagnussat no Lanús

    • Período: janeiro a dezembro de 2019 (empréstimo do Bahia).
    • Partidas oficiais: 3 pela Superliga Argentina¹.
    • Títulos: nenhum; participou de campanha que classificou o clube à Sul-Americana 2020.
    • Passagens anteriores: Atlético-MG (2014–2016), com conquistas da Copa do Brasil 2014 e do Mineiro 2015.

    Final Lanús x Atlético-MG: por que o relato importa para o jogo de sábado?

    O depoimento de Pagnussat reforça um ponto-chave da decisão continental: a intensidade física. Historicamente, equipes argentinas valorizam transições rápidas e duelos corpo a corpo, enquanto o Atlético-MG se apoia na posse e em talentos individuais para controlar ritmos. Entender o grau de exigência imposto pelo Lanús ajuda a dimensionar o tamanho do ajuste que o técnico atleticano precisará fazer, especialmente em fase sem a bola.

    Impacto nos 90 minutos e além

    A lembrança de Pagnussat ilustra o fator de competitividade que pode determinar detalhes na final em jogo único. Quem administrar melhor os picos de intensidade tende a ganhar vantagem, seja para marcar cedo — característica recorrente do Lanús —, seja para usar a qualidade individual alvinegra na reta final. Independentemente do resultado, o relato do zagueiro deixa o alerta: enfrentar o “maior clube de bairro do mundo” exige preparação física de elite.

    Próximos passos: encerrada a decisão em Assunção, Atlético-MG e Lanús terão de administrar o calendário 2026, já que o campeão ganha vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O desempenho físico apontado por Pagnussat pode servir de modelo de avaliação para ambos na montagem de seus elencos na próxima janela.

    Com informações de ESPN Brasil

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