Nova Jersey (EUA), 12/06/2026 — A seleção brasileira realizou nesta sexta-feira o último treino antes da estreia contra Marrocos, marcada para sábado (13), às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, pelo Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Carlo Ancelotti manteve a formação testada nas últimas atividades e Alisson, prestes a disputar sua terceira Copa como titular, cobrou maior solidez defensiva após a equipe sofrer gols em todos os amistosos do ano.
Escalação tende a ser repetida por Ancelotti
Nos trabalhos da semana, o técnico italiano utilizou a seguinte base: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Raphinha e Vinicius Jr. A manutenção desse 4-2-3-1 garante entrosamento ao setor ofensivo, responsável por 11 dos 12 gols marcados nos últimos quatro amistosos. O desenho tático reforça a posse de bola por dentro — Paquetá e Cunha alternam entre linhas — enquanto Vini Jr. fica liberado para atacar o espaço às costas do lateral adversário.
Alerta de Alisson: “Equipe vencedora tem que odiar tomar gol”
Apesar do bom rendimento ofensivo, o Brasil foi vazado nos quatro testes de 2026 (Panamá, 2-1; Egito, 3-1; Sérvia, 3-2; Canadá, 3-2), média de 1,75 gol sofrido por jogo. “O adversário tem de trabalhar muito forte para fazer gol”, disse Alisson. A estatística contrasta com a campanha de 2022, quando a Seleção sofreu 0,5 gol por partida na fase de grupos.
Raio-X dos rivais: Marrocos perde titulares e chama Saadane e Sbaï
O técnico Mohamed Ouahbi perdeu o zagueiro Nayef Aguerd (West Ham) e o ponta Abde Ezzalzouli (Betis) por lesão. Para o lugar deles chegam:
- Marwane Saadane (Al-Fateh, 34 anos) — defensor forte no jogo aéreo, com 63% de aproveitamento em duelos aéreos na Saudi Pro League 2025/26; pode atuar como volante.
- Amine Sbaï (Angers, 25 anos) — ponta que atua preferencialmente pela esquerda, média de 2,1 dribles certos por partida na Ligue 1 2025/26; alternativa para o setor criativo.
A dupla tende a oferecer ao time africano variações de saída em 3-2-5, modelo usado por Ouahbi para emparelhar a marcação no meio.
Imagem: Imago
Como fica o Grupo C
A partida de abertura é fundamental porque, desde 1998, 80% das seleções que venceram a primeira rodada avançaram às oitavas. Para o Brasil, um triunfo reduziria a pressão contra os demais adversários da chave. Já Marrocos aposta no retrospecto recente — 2 a 1 sobre a Seleção em amistoso de 2023 — para buscar pelo menos um ponto e manter-se vivo.
Impacto projetado
Se confirmar a formação titular e corrigir o índice de gols sofridos, o Brasil tende a consolidar a estratégia de linhas altas com pressão pós-perda, peça-chave no plano de Ancelotti. O comportamento defensivo observado neste sábado poderá definir ajustes para o restante da fase de grupos e indicar se o time chegará com consistência ao mata-mata.
Com informações de Trivela